Unesco busca soluções para violência e uso de drogas com pesquisa em escolas
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segunda-feira, 20 de março de 2000
Por Demétrio Weber 
Brasília, 21 (AE) - A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) quer apontar soluções para os problemas da violência, do uso de drogas e da contaminação pelo vírus da aids nas escolas do País. Para isso começou hoje uma pesquisa em 13 capitais, entre elas São Paulo e Rio, onde serão entrevistados 24 mil alunos de 5.ª a 8.ª série e do ensino médio, além de 6 mil professores e 24 mil pais, em estabelecimentos públicos e particulares.
O estudo deve durar um ano, mas resultados preliminares deverão ser divulgados em agosto. "A escola é um local que concentra violência e queremos subsidiar o poder público com dados para enfrentar o problema", disse o representante da Unesco no Brasil, Jorge Werthein. Segundo ele, a pesquisa é a "segunda maior já realizada no continente americano" em número de alunos ouvidos.
"Não vamos analisar só a violência que sai nos jornais, mas a de caráter psicológico", afirmou Werthein. Além da pesquisa quantitativa, a equipe coordenada pela Unesco vai fazer um estudo qualitativo, que prevê entrevistas detalhadas e discussões em grupo com 840 alunos, 360 professores, 240 pais e 300 profissionais do meio educacional, como diretores, coordenadores e inspetores escolares.
A pesquisa está orçada em R$ 500 mil. Participam da equipe técnica representantes das entidades Iser - Viva Rio, Ação Educativa São Paulo, Unipop (Pará) e das Universidades Federais da Bahia, Espírito Santo e Ceará. As outras capitais onde será feito o levantamento são: Vitória, Recife, Fortaleza, Belém, Manaus, Cuiabá, Goiânia, Florianópolis, Salvador e Porto Alegre, além do Distrito Federal. "A diminuição dos índices de violência e morte por aids tem relação direta com a melhoria da educação", disse Werthein.


