Curitiba - Quando se fala em violência e droga nas escolas é comum associar esses problemas a estabelecimentos da rede pública, normalmente frequentados por alunos oriundos de famílias de menor poder aquisitivo e situados em áreas de maior vulnerabilidade. Essa teoria, entretanto, não retrata a realidade, que também está presente nas escolas da rede privada. Pesquisadoras da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) apresentaram ontem, em Curitiba, os resultados de pesquisas feitas em escolas públicas e privadas distribuídas em 14 capitais brasileiras.
''Esses problemas sempre foram tratados como se fossem relacionados com as áreas de pobreza, mas a violência e as drogas estão presentes em todas as escolas'', afirmou ontem a vice-coordenadora do Observatório de Violência nas Escolas do Brasil, Miriam Abramovay.
A pesquisa sobre violência, realizada pela Unesco em 2002, constatou que 13% dos estudantes já viram alguma pessoa com arma nas escolas e 7% já presenciaram algum tipo de violência dentro dos colégios. Já a pesquisa sobre o uso de drogas, feita em 2000 com 4,6 milhões de estudantes entre 10 e 24 anos, mostra que a família, escola e mesmo os alunos podem estar abordando o problema da droga de maneira equivocada. (M.G.)

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