UNE tenta impedir congresso da UPE
PUBLICAÇÃO
sábado, 20 de janeiro de 2001
Alexandre Palmar De Foz do Iguaçu 
O vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Felipe Maia, está em Foz do Iguaçu para tentar impedir a realização de um congresso convocado por estudantes contrários à atual diretoria da União Paranaense de Estudantes (UPE). Maia afirma que o evento é uma tentativa de golpe durante o período de férias. Ontem, ele protocolou um pedido de liminar na Justiça para cancelar o encontro.
O edital, publicado há quatro dias, descreve que durante o congresso será eleita a nova diretoria da entidade, além de marcar a posse da chapa eleita para o mesmo dia. O candidato à presidência, Gustavo Kfouri, alega que a convocação está dentro das regras do estatuto. Queremos uma UPE para todos e não mais uma instituição que seja usada para politicagem, diz Kfouri, frisando ser apartidário.
Maia acusa Kfouri de estar sendo patrocinado por políticos do PFL na tentativa de derrubar os atuais diretores da UPE, que fazem oposição aos peefelistas do Paraná. Isso é um golpe, eles vão deixar a UPE para poucos, afirma o vice-presidente da UNE, referindo-se ao nome da chapa.
A disputa pela presidência começou com a renúncia do presidente eleito em 1999, Fernando Delicato. Depois da renúncia, o Conselho Estadual de Entidades Gerais (CEEG) da UPE decidiu nomear Gustavo Henrique Moraes, do Cefet/Curitiba, como diretor da comissão provisória. Na ocasião, foi marcada uma nova eleição para maio deste ano. Segundo Moraes, o congresso é ilegal e não representa a opinião da maioria das entidades filiadas à UPE.


