Curitiba- A União Nacional dos Estudantes (UNE) faz hoje uma manifestação na Boca Maldita, no centro de Curitiba, em repúdio à ação civil pública proposta pelo procurador da República em Guarapuava, Pedro Paulo Reinaldin, que pede o fim do sistema de cotas da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A instituição estabeleceu 20% das vagas para afrodescendentes e 20% para egressos de escolas públicas.
O vice-presidente da UNE, Edmir Maciel, disse que a medida é um ''contra-senso'', já que a reserva de vagas tem ''um objetivo concreto de inclusão social''.
Reinaldin afirma que a decisão sobre a reserva de vagas nas universidades públicas deve se dar pelo poder judiciário já que, para ele, fere o princípio constitucional de igualdade, e não em âmbito administrativo como vem sendo discutida. ''Não me convencia numa constitucionalização (do sistema de cotas) pelo silêncio'', afirmou.
A apreciação do pedido de liminar proposto na ação civil pública só deve acontecer na próxima semana. Isso porque a Justiça Federal de Guarapuava deve aguardar que a universidade encaminhe as informações solicitadas. O prazo é de 72 horas a partir da notificação. Depois que a UFPR se manifestar, a Justiça tem prazo de 48 horas para dar seu parecer.
A Folha tentou contato com o reitor da UFPR, Carlos Moreira Júnior, através de sua assessoria de imprensa, mas não obteve retorno das ligações até o fechamento desta edição.

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