UNE espera reunir estudantes por todo o País em ato nesta terça
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segunda-feira, 12 de agosto de 2019
Isabela Fleischmann - Grupo Folha 
A UNE (União Nacional dos Estudantes) convocou estudantes de todo o País para mais um ato em defesa da educação nesta terça-feira (13). O “Tsunami da Educação”, como tem sido chamado, terá apoio do coletivo de sindicatos de Londrina, que farão, junto do DCE (Diretório Central dos Estudantes) da UEL (Universidade Estadual de Londrina) uma mobilização no Calçadão às 15h, em frente à Praça Marechal Floriano Peixoto.

Segundo Márcio Ribeiro, presidente do coletivo, a ação é “contra o corte de investimentos na educação como um todo, e contra a proposta desta nova previdência”. Os manifestantes pretendem iniciar uma caminhada às 17h30 em direção à Concha Acústica, onde são esperadas apresentações culturais que encerrarão o ato.
É a terceira mobilização de 2019 pautada na educação. Em abril deste ano, o MEC (Ministério da Educação) anunciou contingenciamento de verbas para instituições federais de ensino, o que levou à manifestações pelo País no dia 30 de maio e em 14 de junho, aliadas ao protesto contrário à reforma da previdência. Essa que, inclusive, teve o texto principal aprovado pela Câmara em segundo turno na semana passada.
O Ministério da Justiça ainda autorizou, como consta em publicação do Diário Oficial da União no dia 8, o uso da Força Nacional durante o protesto estudantil. O objetivo é preservar o patrimônio e defesa dos bens da União no prédio “L” da Esplanada dos Ministérios em Brasília durante os dias 7, 12 e 13 de agosto.
UNE
No retorno das atividades acadêmicas para o 2° semestre a única universidade federal de Londrina, a UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), enviou um e-mail pedindo a colaboração dos alunos para comparecerem às aulas e informando que as aulas desta terça-feira (13) "transcorrerão normalmente pois os docentes do Campus Londrina decidiram, em assembleia, pela não paralisação neste dia".
Já a UNE pede que os estudantes saiam em defesa da autonomia universitária e contra o projeto Future-se, do MEC, que “pretende terceirizar o financiamento da educação pública ao mercado”, segundo a UNE. No Paraná, além de Londrina, os atos estão marcados para Curitiba (18h, na Praça Santos Andrade), Cascavel (9h, na Catedral), em Telêmaco Borba (14h, na Praça da Família), Maringá (17h, Praça Raposo Tavares) e Cornélio Procópio (13h, Coreto do Calçadão).
A minuta do projeto de lei Future-se, que faz parte do Programa Institutos e Universidades Empreendedoras e Inovadoras, pretende, segundo o MEC, fortalecer a autonomia de gestão e orçamento das Instituições Federais de Ensino Superior. Por meio de parcerias público-privadas, a ideia é que as universidades captem recursos privados para que se organizem financeiramente independentemente do contingenciamento federal. O projeto ainda terá de passar pelo Congresso. Por enquanto, uma consulta pública está aberta para que a população contribua com sugestões até quinta-feira (15).
O programa, que sugere uma gestão entre a União, universidades e OS (Organização Social), foi lançado no dia 17 de julho e já conta com mais de 34 mil cadastros para contribuições, essas, que serão consolidadas em um projeto de propostas e apresentado ao Congresso. Ainda que o programa estime investimento de R$ 102 bilhões nas universidades, em todo este ano, o orçamento total das 63 universidades federais do País foi de R$ 49,6 bilhões.
(Atualizada às 13h)


