UNE elege nova diretoria hoje
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sábado, 05 de julho de 1997
Das agências 
Belo Horizonte
Arquivo FolhaConvidadaA deputada federal do PT Marta Suplicy participou ontem do congresso da UNE. Ela foi detalhar aos universitários o seu projeto de parceria civil para pessoas do mesmo sexoSerá escolhida hoje, no congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE) em Belo Horizonte (MG), a próxima diretoria - e o presidente - da entidade. Até que comece a votação, não dá para afirmar quem será eleito, mas de uma coisa já se pode ter certeza: estudante sem partido político tem poucas chances.
Todas as teses (plataformas políticas) apresentadas no congresso têm vinculação com partidos. Os líderes já têm idéia de quantos delegados (estudantes com direito de votar) controlam e, portanto, de seu poder de negociação.
A diretoria é formada de acordo com a quantidade de votos de cada chapa. A que tem mais votos escolhe o presidente. Desde 1979, quando a UNE foi reativada, com a reabertura do País, estudantes ligados a partidos disputam a sua diretoria. Desde 1990, filiados ao PC do B são eleitos presidentes.
E é o PC do B que, segundo todos os grupos políticos do congresso, tem de novo a maioria dos votos. Nós temos cerca de 2.200 votos, diz Marcelo Ramos, 23, estudante da Universidade Federal do Amazonas, filiado ao PC do B. A afirmação é mais uma das tantas que servem como mote para a negociação. Somadas todas as previsões dos líderes de bancadas ouvidos pela reportagem, haveria no congresso cerca de 6.000 delegados, 900 a mais do que os que foram eleitos e cerca de 2.000 a mais do que os que haviam sido credenciados até a noite de anteontem.
O congresso contou ontem com a presença da deputada federal do PT Marta Suplicy. Ela foi convidada para explicar aos universitários seu projeto de parceria civil para pessoas do mesmo sexo. O projeto, que já foi aprovado na Comissão Especial da Câmara, prevê entre outras coisas direito à herança e à previdência, proibindo adoção, guarda ou tutela de filhos. Marta Suplicy fez questão de explicar aos estudantes que o seu projeto não propõe mudança de estado civil.


