UnB desenvolve combustível híbrido
PUBLICAÇÃO
sábado, 23 de agosto de 2003
Evanildo da Silveira<br> Agência Estado 
São Paulo - Combustíveis sólidos e líquidos em breve poderão deixar de ser as únicas opções para impelir foguetes, como o Veículo Lançador de Satélites (VLS). Há várias pesquisas no mundo para desenvolver propelentes híbridos, que mesclam combustíveis sólidos e líquidos. No Brasil, a Universidade de Brasília (UnB), que pretende lançar, até o final do ano, o protótipo de pequeno foguete movido com esse tipo de combustível.
O trabalho dos pesquisadores, na verdade, vai além do propelente. Eles estão desenvolvendo o foguete inteiro, embora o grande avanço seja o combustível. O engenheiro mecânico Carlos Alberto Gurgel, que orienta a pesquisa, explica que todo combustível sólido precisa de um oxidante para dar início a sua queima.
No caso do sistema de propulsão semelhante ao do VLS, o combustível sólido vai junto com o oxidante no mesmo ''tanque'', que nada mais é do que a carcaça do foguete. ''Por isso, eles são altamente reativos'', explica Gurgel. ''Oferecem perigo na sua fabricação, transporte e estocagem. Outro incoveniente, é que depois que começa a queima, não é possível interrompê-la ou abortar um lançamento.''
No caso do combustível da UnB, os dois componentes ficam separados. A separação das duas partes do combustível evita acidentes e torna possível a interrupção de sua queima.


