Unaids traça metas de combate à Aids
PUBLICAÇÃO
sábado, 16 de dezembro de 2000
Agência Estado Do Rio 
A direção do Programa das Nações Unidas para a Aids (Unaids) e o representante da Unesco no Brasil, Jorge Werthein, defenderam ontem, no Rio, o perdão da dívida dos países em desenvolvimento da Ásia, África e América Latina. Esta seria uma forma de transferir recursos para programas de prevenção e combate à epidemia no planeta nos próximos cinco anos.
Eles participaram do terceiro encontro do comitê executivo da Unaids, que reuniu 22 representantes do mundo inteiro no Rio. Na reunião foi acertado um plano estratégico de ação para o controle da Aids. Mas a proposta de perdão da dívida não foi incluída no documento final, que servirá de base para a próxima e definitiva reunião da Unaids sobre o assunto, em Genebra, na Suíça, em julho de 2001.
Segundo o porta-voz do Departamento de Relações Exteriores da Unaids, Ben Plumley, a proposta teria que levar em conta as discussões da última reunião do G-8 (grupo que reúne os sete países mais ricos do mundo e a Rússia), no início de novembro, no Japão. O alívio parcial, ou mesmo o perdão total, da dívida dos países só poderia ser colocado em prática se pudéssemos ter a garantia de que o dinheiro seria transferindo para programas sociais e de combate ao vírus, como foi proposto pelo G-8, afirmou Plumley.
Não houve consenso sobre essa questão (o perdão da dívida) durante o encontro, mas incluímos no documento a necessidade de se discutir fontes alternativas para financiamento da prevenção e do tratamento da doença, explicou Werthein, da Unesco.
A proposta aprovada ontem inclui 12 pontos considerados fundamentais para a adoção de políticas de saúde em Aids, entre os quais a proteção dos direitos humanos dos soropositivos e a prevenção contra a discriminação e a intolerância aos doentes, incluindo homossexuais e profissionais do sexo.
O coordenador nacional de DST/Aids do Ministério da Sa© úde, Paulo Teixeira reforçou o empenho do governo brasileiro em repassar tecnologia para a produção de anti-retrovirais aos países em desenvolvimento.
Segundo Teixeira, o Brasil está negociando a transferência de tecnologia para quatro países africanos, além de manter conversações para exportação de medicamentos com Uruguai e Barbados. O Chile, a Colômbia e a Venezuela também já demostraram interesse.


