Brasília, 09 (AE) - O Sindicato Nacional de Auditores Fiscais (Unafisco), avaliou hoje que a greve de funcionários da Receita teve adesão de 70% da categoria em todo o País. "Foi um movimento vitorioso", comentou o presidente da Unafisco, Paulo Gil. Os fiscais querem interferir na regulamentação da Medida Provisória (MP) que criou o plano de cargos e salários para a categoria, eliminando dispositivos que levem à redução dos vencimentos. Reclamam, também, sobre alterações recentes na legislação da Receita que, na sua avaliação, "esvaziam o papel da fiscalização". A Receita Federal não comentou o movimento.
Paulo Gil informou que, junto com os fiscais da Receita, pararam também os funcionários do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). "É a primeira vez que paralisamos juntos", destacou. Ele informou que, amanhã, as divisões da Receita voltam a funcionar normalmente. "Mas, se o governo insistir em não dialogar, poderemos decretar um movimento por tempo indeterminado", disse.
Segundo informações da Unafisco, pararam suas atividades os funcionários da Receita na capital paulista. Em Santos, nenhuma carga foi liberada. A paralisação atingiu 100% dos funcionários também em Vitória (ES), Manaus (AM), Belém (PA), Curitiba (PR), Joinville (SC), Florianópolis (SC). Em Porto Alegre (RS), pararam cerca de 40% dos funcionários. O movimento teria sido fraco em Recife (PE) e não contou com adesões em Aracaju (SE) e São Luís (MA). Na Ponte de Amizade, divisa do Brasil com o Paraguai, os fiscais fizeram operação-padrão.
Também nos aeroportos, comandos especiais trabalharam para evitar retenção de cargas perecíveis, explosivas e outras que necessitavam de liberação urgente. Os viajantes também não enfrentaram maiores transtornos. "Nossa orientação foi no sentido de não prejudicar os passageiros", informou Paulo Gil.

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