Londrina - Um passeio sobre quatro rodas por várias décadas de história, glamour e peculiaridades. Essa foi uma das características da 3 Gincana do Clube do Carro Antigo de Londrina. O evento, que aconteceu ontem, reuniu 17 duplas de amantes de veículos antigos. Os participantes fizeram um percurso de três horas e passaram por 17 pontos de várias regiões da cidade. Em cada parada, uma prova era realizada. Os vencedores foram premiados com troféus.
A disputa envolveu testes de equilíbrio, reconhecimento de peças antigas, arremesso de ovos, entre outras provas. ''São brincadeiras que remetem à nossa infância. A gincana é apenas uma forma de confraternização dos integrantes do Clube do Carro Antigo de Londrina, que foi criado há 18 anos e hoje conta com cerca de 100 participantes'', afirmou o presidente da associação, Pedro Acaldi.
Para participar da gincana, os concorrentes desfilaram pelas ruas da cidade com relíquias como um Ford ano 1929, Aero Willys 1966 e Dodge Comander, da década de 40. ''É uma emoção muito grande ver tanta história relembrada em um evento como esse. Formamos esse grupo de amigos que adoram carros antigos e nos reunimos todas as quintas-feiras para conversar, trocar experiências e tomar cerveja'', afirmou Acaldi.
Colecionador de carros antigos há 14 anos, o empresário Waldemar Maran, 75 anos, escolheu um Fusca 1970 para participar da gincana. ''Tenho sete carros antigos na garagem, quatro são meus e três da minha esposa. Eu mesmo cuido de cada um deles. É uma terapia fazer isso, até dor de cabeça acaba quando estou cuidando dos meus carros'', relatou. A paixão pelos veículos antigos contagiou a esposa dele, Leonilda Maran. ''A cada final de semana a gente elege um carro diferente para dar um passeio'', contou.
O hobby de colecionar carros antigos acabou virando um negócio para Dorivaldo Marinho, 45 anos. ''Eu sempre gostei de carros antigos e há quatro anos resolvi trabalhar com a compra e venda destes veículos'', ressaltou. Sobre a gincana ele resumiu a afinidade que une os participantes. ''É um festa entre amigos, um momento de descontração e uma viagem prazerosa pelo tempo'', resumiu.
Além de carros de várias décadas passadas, a gincana também reuniu participantes de diversas gerações. Aos 27 anos, Alexandre Thiago Tanno divide com o pai Armando Tanno a admiração pelos carros antigos e a profissão dedicada a recuperar veículos raros. ''Temos uma oficina que só atende carros antigos. Meu pai atua como funileiro e eu faço a pintura. Os clientes são bastante exigentes. Por isso a cada veículo que consertamos temos que mergulhar na história dele para deixá-lo o mais original possível. É uma aula de história'', salientou.

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