Uma via-sacra para encontrar o remetente
O nome do garoto Papai Noel sabia na ponta da língua, mas do endereço só dava para entender que ele era do Paraná - Brazil. A família Fukuda é grande em todo o Estado, informou ao repórter, pelo telefone, a secretária de Redação da Folha, Marta Regina. O jeito é ir ligando de casa em casa.
Números na mão, todos partimos em busca do garoto. Para o primeiro número encontramos de cara um Alexandre Fukuda. Bingo? Não. Este só tinha 2 anos de idade e ainda vai ter muito tempo para escrever para o Papai Noel.
O jeito foi apelar para o que dizia a carta. O garoto escreveu que estudava na escola Divina Pastora. São várias escolas com esse nome em algumas cidades paranaenses.
Através da Internet pedimos ajuda para a Telepar e um do funcionários, Dilmar Xavier de Lima, leu nosso e-mail. Apesar da diferença de horário entre o Alasca e o Brasil e quase no final do expediente, ele resolveu entrar na parada com rapidez.Esse garoto está esperando há muito tempo uma resposta. Me sinto até um Papai Noel tentando encontrá-lo, avisou.
Foi fazendo uma lista das escolas do Paraná chamadas de Divina Pastora que chegamos as últimas pistas. Descobrimos que o garoto era de Uraí.
A diretora do Educandário Divina Pastora, irmã Yulie, confirmou que Alexandre passou de ano para a oitava série e estava em férias. Ele é muito comportado e estudioso, foi avisando. O avô Nelson Tukuda que atendeu nosso telefonema nem acreditou no que estava acontecendo. Ele não me contou que escreveu para o Papai Noel. (G.S.)





