Uma pressão psicológica muito grande
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sexta-feira, 06 de setembro de 2013
Danilo Marconi<br>Reportagem Local 
Londrina Em Londrina, a concentração dos policiais civis ocorreu em frente à sede da 10ª Subdivisão Policial. "Quando houve a fuga em massa de presos em Londrina havíamos alertado para a falta de estrutura do sistema carcerário, muros baixos, falta de segurança e de efetivo. Os policiais não têm formação para cuidar de presos e o Estado não pode continuar negligenciando essa questão", criticou o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região (Sindipol), Ademilson Batista.
Em fevereiro, cinco homens armados invadiram o 4º Distrito Policial (DP) de Londrina e libertaram 63 dos 98 presos da carceragem. Os dois policiais civis que faziam segurança do prédio foram espancados. "Era meu primeiro plantão. Fomos rendidos, levamos várias coronhadas na cabeça, deixaram a gente pelado e falavam que iriam atirar toda hora, uma pressão psicológica muito grande", lembrou um investigador agredido naquela situação, que teve a identidade preservada.
De lá para cá pouca coisa mudou na unidade. O 4º DP está com 121 presos, mas sua capacidade é para 24, as guaritas ficam desocupadas, os muros continuam com dois metros de altura e o alambrado é um convite para a invasão. A novidade é que mais câmeras de vigilância foram instaladas no prédio.
Londrina tem cerca de 150 policiais civis, 30 cumprem escala semanal de plantão nas carceragens dos 3º, 4º e 5º DPs. "Nossos profissionais continuam correndo risco", enfatizou Batista.
Ontem, os policiais realizaram protesto por quase duas horas, período em que os distritos policiais ficaram fechados ao público em geral (apenas casos graves eram avaliados). Ao final, investigadores e delegados realizaram uma oração em homenagem ao colega assassinado e depois ligaram as sirenes das viaturas.


