Ginástica laboral, para muita gente, significa fazer uma série de exercícios repetitivos durante o expediente, porque dizem que faz bem para a saúde. Uma iniciativa do Serviço Social da Indústria (Sesi), porém, veio mudar completamente esse conceito. Tanto que o trabalho realizado não é denominado como ginástica, mas sim gestão de atividade física empresarial.
A idéia não é simplesmente repetir séries de exercícios, mas avaliar todo o contexto em que se dá o trabalho para indicar e orientar as atividades físicas mais adequadas a cada situação, de modo a melhorar a qualidade de vida do colaborador. Por isso, antes de começar a trabalhar com os exercícios, é feito todo um levantamento do perfil dos funcionários de cada setor, de suas queixas de dores, da ergonomia de sua área de trabalho, além de uma avaliação física individual.
Todo esse trabalho conjunto evita que, após o exercício, o funcionário volte a operar em condições muitas vezes inadequadas, além de permitir que sejam realizados exercícios condizentes com a capacidade e necessidades de cada um. Gestantes, cardíacos, pessoas obesas ou com deficiência ainda recebem um tratamento diferenciado, mas realizam as atividades juntamente com toda a equipe, sem precisar se isolar dos outros. ''A ginástica tem que se adequar a cada funcionário'', afirma Wagner Moraes da Silva, um dos coordenadores do programa.
O Programa Sesi Ginástica na Empresa integra essa nova visão de atividade física empresarial. Com uma equipe de 13 professores de educação física e mais 23 estagiários, o Sesi atende hoje 24 empresas em Londrina, Cambé e Ibiporã. Implantado há dois anos, o programa já tem obtido resultados satisfatórios, verificados através da aferição periódica dos índices de aproveitamento e satisfação.

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