Curitiba O galpão de detenção no Aeroporto de Lisboa, enorme, segundo Danielle, é composto por alojamentos para homens e mulheres, separados, com dezenas de beliches. Ao centro, há um refeitório para os detentos temporários. ''Lá tinha ladrões de passaporte, garotas de programa, todo o tipo de pessoa. Devia ter umas 70 pessoas comigo. Até mesmo uma senhora de mais de 40 anos que visitava um irmão ficou nessa sala. Meninas de programa, tinha mais de dez'', ilustra Danielle.
Por volta das 13 horas, Danielle pôde fazer uma ligação telefônica, para a embaixada do Brasil em Portugal. ''Mas o rapaz disse que não adiantaria nada eu ligar. Por isso nem liguei.'' O pai dela, o comerciante Edgar Pasold, de 53 anos, tentou então contato com a embaixada brasileira em Portugal daqui mesmo, de Curitiba. ''Liguei lá mas estava fechado. Acho que eles esperam fechar para deixar a pessoa ligar'', imagina, indignado.
Danielle lembra que não passou por agressões físicas ou mentais, tanto dos oficiais quanto das outras pessoas detidas. No entanto, reclama da falta de comunicação com os policiais. ''Tentei entrar em contato com eles mas eles não me deixavam falar. Todo mundo que tentava, voltava três minutos depois sem conseguir.'' Após passar a noite no local, Danielle e mais 13 pessoas em sua maioria, pessoas que queriam trabalhar em Portugal foram escoltadas por uma agente da PF portuguesa até o Brasil, dentro do mesmo avião. (C.Y.)

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