Londrina - Por se tratar de um medicamento específico para bebês com cardiopatia ou prematuros, muitas pessoas desconhecem a importância dessa luta. Porém, não é de hoje que pais vêm buscando a garantia desse direito.
"Por medo do medicamento não chegar, temos conhecimento de que muitas famílias pegaram um caminho tortuoso para conseguir essas doses. Elas foram para São Paulo, onde o Palivizumabe sai em uma semana e usaram endereços de outros familiares para ter acesso", conta Larissa Mendes, da Pequenos Corações.
Os pais de Arthur, que nasceu com uma cardiopatia complexa e foi submetido a uma cirurgia com 30 dias de vida, resolveram enfrentar essa luta de frente.
"A gente se incomodou com toda essa situação e compramos a briga", revelou Patrícia, que após várias negativas, buscou ajuda diretamente com o secretário de Estado da Saúde, Michele Caputo Neto. O encontro aconteceu no início do mês e, desde então, o tema ganhou mais visibilidade na região.
Arthur conseguiu a primeira dose, mas deve tomar a segunda no dia 10 de maio. Até lá, a luta desses pais continua porque mais do que direitos, eles querem garantir saúde para o filho e para outras crianças que possam precisar do Palivizumabe.(M.O.)

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