Os tornados são classificados pela Escala de Fujita, que avalia o seu potencial de destruição. Em 2007, a escala, que vai de F0 a F5, foi reformulada e a intensidade dos ventos em cada nível foi alterada.
Mas existe uma proposta de pesquisadores brasileiros para adoção de uma escala mais apurada para as condições do Brasil. "A Fujita trabalha a destruição e não leva em conta a estrutura das residências e dependendo dessa estrutura, o tornado pode causar mais ou menos destruição", diz a professora Karin Hornes.
As casas brasileiras são mais resistentes do que as americanas,que são normalmente pré-moldadas e com material de serragem prensada. Por isso, o poder de destruição de um tornado é diferenciado. "Nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, por serem áreas de tempestade, é importante ter casas com laje. Isso as torna mais seguras."
O geógrafo Daniel Henrique Candido, do Instituto de Geociência (IG) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) está estudando o poder de destruição dos tornados nas estruturas de construção brasileiras. Candido também pesquisou a incidência do evento no Brasil e descobriu que é mais frequente do que se imaginava. Entre 1990 e 2011, foram registrados pelo menos 205 eventos meteorológicos deste tipo no país. (A.M.P)

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