Curitiba - O Instituto Nacional do Câncer (inca) estima que o Brasil deve registrar este ano 20 mil novos casos de câncer de colo de útero e quase 4 mil mortes. Esse é o tipo de câncer que mais mata mulheres na região Norte do País, o segundo no Nordeste e o terceiro nas demais regiões.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 500 mil mulheres desenvolvem a doença e 270 mil delas morrem, anualmente, em todo mundo.
O grande problema dessa vacina é o alto custo. Nos Estados Unidos, a vacina da Merck é comercializada a U$S 360 (cerca de R$ 800) para três doses, a serem administradas no prazo de seis meses. No Brasil, o Ministério da Saúde estuda a possibilidade de inserir o imunizante no calendário de vacinação pública.
''Todas as mulheres deveriam tomar a vacina, de 10 a 50 anos, mas pelo alto custo os países têm que eleger determinados segmentos da população'', explica o médico Newton Sérgio de Carvalho. É por isso que no Brasil a vacina deverá ser recomendada para meninas e mulheres dos 9 aos 26 anos, que não tenham sido expostas ao HPV. Carvalho também discorda da tese de que a vacina é indicada apenas por quem não tem o HPV. Isso porque a vacina pode imunizar contra outros tipos do HPV com os quais a mulher não tenha sido contaminada.
Até o momento, a única forma de prevenção do HPV são os preservativos. Que têm pouca eficácia nesses casos, já que a transmissão do vírus se dá no contato com a pele e não por secreções corporais. As vacinas não previnem todas as infecções pelo HPV nem eliminam a necessidade das mulheres fazerem, anualmente, o exame preventivo Papanicolau.
O HPV é uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Estimativas apontam que o Papiloma Vírus Humano atinge 30% das mulheres entre 15 e 60 anos. Em 70% das pessoas, o vírus não ocasiona problemas. Outras não apresentam sintomas, mas tornam-se portadoras e continuam transmitindo o vírus. Acredita-se que uma em cada cinco mulheres é portadora do vírus.
O Brasil registra cerca de 140 mil novos casos por ano e é um dos líderes mundiais na prevalência de HPV. Uma entre cada três mulheres sexualmente ativas possui o vírus. (M.G.)

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