Uma das vítimas do maníaco do Parque do Estado, Francisco de Assis Pereira, pode ser a maringaense Michele Martins, 20 anos, que mora em São Paulo há cinco anos. Ela desapareceu da casa dos pais, no Jardim Pinheiros, no dia 11 de abril passado, e não deu mais notícias. A tia dela, Maria Aparecida Santos Domiciano, que mora em Maringá, conta que Michele saiu de casa sem os documentos e apenas com uma agenda. ‘‘Ela não era de ficar muito tempo fora de casa sem avisar a mãe’’, afirma.
Os pais e tios de Michele que moram em São Paulo fizeram um trabalho de busca nos últimos três meses, percorrendo todos os locais onde ela poderia estar. Com a notícia da sequência de mortes no parque, a família procurou a polícia e chegou a identificar alguns objetos encontrados junto a um dos corpos localizados. ‘‘Os pais achavam que o corpo era dela por causa do aparelho nos dentes e de um pingente encontrado no mato’’, conta Maria Aparecida. Ontem no entanto, depois que o corpo foi exumado, o pai de Michele, Moisés Martins, não reconheceu a filha. ‘‘Ele me disse por telefone que o corpo estava muito sujo, e sentiu dificuldades para identificar’’, revela Maria Aparecida.
A última tentativa será feita ainda esta semana, com a comparação da arcada dentária e a ficha de Michele fornecida por um dentista de Maringá. Maria Aparecida disse que ficou de buscar a ficha, mas não recebeu nem o endereço do dentista, que enviou o material direto para a polícia paulistana. Segundo ela, Michele trabalhava como vendedora de assinatura de revistas em São Paulo.

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