PROPORÇÕES E EPIDEMIA

A Organização Mundial de Saúde (OMS) prevê que no século XXI os países em desenvolvimento serão os mais atingidos pelo diabetes. Atualmente existem no mundo 285 milhões de casos de diabetes e se espera um aumento em até 438 milhões no ano de 2030. Esses números representam dez vezes o número de pessoas que vivem com o HIV (Aids) no mundo.
- O diabetes também é responsável por 9% de todos os óbitos registrados na América Latina.
- No mundo, menos da metade das pessoas com diabetes são diagnosticadas.
- Muitas pessoas com diabetes tipo 1 morrem antes de serem diagnosticados ou logo após o diagnóstico por não terem acesso ao tratamento.
Brasil:
- O índice é de 6,4% (em relação à população mundial). Brasil e México estão entre os 10 países com maior número de pessoas com diabetes.
- 40% da população estão acima do peso; 15% são obesos
- 11 milhões são diabéticos

SINTOMAS:
- sede intensa
- secreção urinária frequente
- grande perda de peso em um curto período de tempo.
- fadiga, infecções, coceira e visão distorica



SAIBA MAIS
O dia­be­tes é uma doen­ça de­cor­ren­te da au­sên­cia de in­su­li­na no or­ga­nis­mo, se­ja por­que o pân­creas não pro­duz es­sa subs­tân­cia ou o faz mui­to pou­co, ou por­que há cé­lu­las no or­ga­nis­mo que são re­sis­ten­tes à in­su­li­na pro­du­zi­da pe­lo cor­po. As ­duas con­di­ções são de­no­mi­na­das, res­pec­ti­va­men­te, dia­be­tes ti­po 1 e ti­po 2.
TI­PO 1: Tam­bém co­nhe­ci­do co­mo dia­be­tes me­lli­tus in­su­li­no-de­pen­den­te (­DMID) ou dia­be­tes ju­ve­nil, ocor­re quan­do o cor­po pro­duz pou­ca ou ne­nhu­ma in­su­li­na. Is­so acon­te­ce quan­do há a des­trui­ção das cé­lu­las pro­du­to­ras des­ta subs­tân­cia de­vi­do a uma rea­ção imu­no­ló­gi­ca. Es­se ti­po de dia­be­tes nor­mal­men­te ocor­re na ju­ven­tu­de e as pes­soas que a de­sen­vol­vem de­pen­dem de in­je­ções de in­su­li­na pa­ra so­bre­vi­ver.

Tra­ta­men­to: in­su­li­na e die­ta.

TI­PO 2: Tam­bém co­nhe­ci­do co­mo dia­be­tes mel­li­tus não in­su­li­no-de­pen­den­te (­DMNID) ou dia­be­tes do adul­to, ocor­re quan­do o cor­po não é ca­paz de uti­li­zar a in­su­li­na pro­du­zi­da. O dia­be­tes ti­po 2 re­pre­sen­ta até 90% dos ca­sos da doen­ça. Es­te ti­po ge­ral­men­te se de­sen­vol­ve em pes­soas com ­mais de 40 ­anos, mas os ca­sos em pa­cien­tes an­tes des­sa ida­de têm au­men­ta­do. O de­sen­vol­vi­men­to da doen­ça du­ran­te a ju­ven­tu­de ge­ral­men­te se de­ve ao ex­ces­so de pe­so cau­sa­do pe­las al­te­ra­ções no es­ti­lo de vi­da, que re­sul­tam em há­bi­tos ali­men­ta­res pou­co sau­dá­veis e se­den­ta­ris­mo.
Tra­ta­men­to: Quan­do diag­nos­ti­ca­do pre­co­ce­men­te, tam­bém po­de ser con­tro­la­do com die­ta, exer­cí­cios e me­di­ca­men­tos que aju­dam o cor­po a ab­sor­ver a in­su­li­na pro­du­zi­da pe­lo pân­creas.


POR QUE O CORPO PRECISA DE INSULINA?

Quando comemos, os carboidratos dos alimentos são transformados em glicose, que é transportada para as células pela corrente sanguínea. A insulina, produzia pelo pâncreas, funciona como uma chave que abre as células para que a glicose possa ser absorvida e transformada em energia. Quando as pessoas portadoras de diabetes comem, a glicose se acumula no sangue, e vai diretamente para a urina antes de ser expelida pelo corpo. Pessoas com diabetes tipo 1 precisam tomar várias injeções de insulina por dia, de preferência no horário das refeições para facilitar a absorção da glicose pelas células. Pessoas com diabetes tipo 2 geralmente conseguem controlar o nível de açúcar no sangue com dieta, perda de peso, exercícios e medicamentos orais. Apesar disso, mais da metade dos portadores de diabetes tipo 2 precisam de insulina em algum momento da vida.

Fonte: Fundação Mundial de Diabetes

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