Rieti, Itália, 05 (AE-AP) - Um queniano e quatro brasileiros brilharam na pista da cidade italiana de Rieti, Itália, local do Grand Prix 2 de atletismo. Na prova dos 1 mil metros, Noah Ngeny
do Quênia, cruzou a linha de chegada em 2min11s96, e bateu o recorde mundial mais antigo do atletismo, que pertencia ao inglês Sebastian Coe desde 1981. Entre os atletas do Brasil, Sanderlei Parrela ficou com o ouro nos 400 metros, enquanto André da Silva ganhou nos 100 metros. Claudinei Quirino foi prata nos 200 metros, assim como Eronildes Araújo, nos 400 metros com barreiras.
"Eu sempre quis ser um campeão mundial ou um campeão olímpico", disse o Ngeny. "Pelo menos eu sou agora o recordista mundial", completou, mostrando que ainda não se recuperou da perda da medalha de ouro (foi prata) na prova dos 1 5 mil metros no Mundial realizado mês passado em Sevilha, Espanha. Na ocasião, a vitória ficou com o marroquino Hicham El Guerrouj.
O queniano já havia chegado muito perto da quebra do record em julho, em Nice, na França. Na ocasião, o velocista tinha ficado apenas meio segundo do recorde de Coe, 2min12s18, que foi estabelecido em Oslo, na Noruega, em 11 julho de 1981, quando Ngeny tinha apenas dois anos de idade. "É impressionante que este recorde tenha se mantido por 18 anos", afirmou o novo recordista.
Rivalidade - O velocista espera conquistar grandes vitórias no ano que vem. "Eu acredito que 2000 será o meu ano." Ngeny afirmou que irá se concentrar na prova dos 1,5 mil metros e na milha, com o objetivo de superar o marroquino. "Eu tive muitos problemas para batê-lo este ano, mas El Guerrouj terá muitos problemas no próximo ano", completou, deixando evidente a rivalidade com o atual recordista mundial da milha, que estabeleceu a sua marca em julho.
A prova dos 1 mil metros, que quase não foi disputada. Foi o próprio Ngeny quem convenceu os organizadores do Grand Prix de Riei a realizar a competição.
Para chegar ao recorde e à vitória, Ngeny, que antes de dedicar-se ao atletismo foi jogador de vôlei, contou com a ajuda de seu compatriota, David Kiptoo. "Pedi para ele para correr bem rápido os primeiros 400 metros e quando vi que estava funcionando, eu sabia que estava pronto para o recorde mundial." A prata ficou com o também queniano William Vampoy e o bronze com o algeriano Said-Guerni Djabir.
Outros atletas que não conseguiram sair do Mundial com o ouro também conseguiram a reabilitação. A italiana Fiona May, bronze em Sevilha, foi ouro no salto em distância. A prata ficou com a algeriana Baya Rahouli e o bronze com a ucraniana Victoria Vershinina. A grega Ekaterini Thanou, que também ficou em terceiro no Mundial, terminou como a vencedora nos 100 metros, seguida da nigeriana Mercy Nku e da búlgara Petya Pendareva.
A russa Svetlana Krivelyova, outro caso de bronze no Mundial, também brilhou no arremesso de peso e ficou com o primeiro lugar. A norte-americana Tressa Thompson foi a segunda e a polonesa Krystyna Danilziczyk. A russa Svetlana Masterkova fez valer sua experiência e foi campeã nos 1,5 mil metros. A segunda colocada foi foi a algeriana Mouria Benida-Merah e a também russa Olga Komiagina a terceira.

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