Um pouco de caminhada não faz mal a ninguém
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quarta-feira, 04 de setembro de 2013
Celso Felizardo<br>Reportagem Local 
Londrina - A reportagem conversou com alguns usuários do transporte coletivo na tarde de ontem para avaliar as propostas da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). No geral, o maior distanciamento entre os pontos de ônibus foi aprovado, já a tarifa diferenciada gerou polêmica.
A chefe de distribuição Valéria Cristina Villas Boas, moradora na Gleba Palhano (zona sul), usa o ônibus esporadicamente e paga com dinheiro. Ela contou que prefere usar as moedas, mas admite que poderia adquirir o cartão transporte para evitar pagar mais caro. "Justamente por pegar ônibus de vez em quando não tenho cartão, mas vou ter que passar a usá-lo se houver acréscimo da tarifa no dinheiro", disse, contrariada.
A revisora Raquel da Silva Freitas, moradora do Parque Ouro Branco (zona sul), utiliza o ônibus todos os dias com o cartão transporte. Ela incentiva as pessoas a usarem o cartão, pois agiliza o trajeto e evita demora com troco. Raquel também concorda com a readequação dos pontos. "São muito próximos e causam muita confusão e demora no embarque. Um pouco de caminhada não faz mal a ninguém".
O aposentado Alcides Fernandes não paga para usar o coletivo, mas considera injusto a diferenciação de valores por causa do horário. "O trabalhador que usa o ônibus não tem como escolher o horário, então é inevitável que haja mais pessoas nos horários de pico", justificou. Morador do Conjunto Ernani Moura (zona leste), ele concorda com a diminuição de pontos. "Com menos paradas chegamos mais rápido e o tempo de espera diminui".


