Um mês depois do tornado, cadê os recursos?
Mais de um mês depois, as marcas da tragédia permanecem visíveis na comunidade rural Quilômetro 8, em Francisco Beltrão (Sudoeste), que foi atingida por um tornado com ventos estimados em 200 km/h no dia 13 de julho. Carros retorcidos, móveis danificados e paredes no chão ainda estão presentes no caótico cenário, modificado pela força imprevisível da natureza. Mas a vontade de recomeçar esbarra na falta de recursos. Assim como Beltrão, os demais 27 municípios paranaenses que declararam estado de emergência por causa das chuvas ainda não receberam a verba prometida pelo governo do Estado.
Procurado pela FOLHA, o Palácio Iguaçu informou que a Defesa Civil do Paraná ainda não concluiu o relatório sobre os danos causados pelas tempestades para solicitar a liberação de verbas com a Secretaria de Fazenda. "A Defesa Civil também informa que já adquiriu telhas. Alguns municípios já receberam o material e outros, por um problema de logística da empresa fornecedora, irão receber nos próximos dias", garantiu a assessoria do governo em nota.
Sem dinheiro, os moradores contam com a solidariedade de desconhecidos e o apoio dos amigos na tentativa de recomeçar do zero. Após receber 1,5 mil tijolos e 25 sacos de cimento, o pedreiro Antônio Broslavetz reiniciou a construção da residência que foi levada pelos ventos na comunidade rural. "Mais de 90% da casa estava pronta, mas só sobrou uma parede. Eu tive sorte e deixei a construção 20 minutos antes do tornado", lembra. Ele calcula o prejuízo em aproximadamente R$ 40 mil e diz que o proprietário do local está arcando com a maior parte da obra, já que as doações não foram suficientes.
* O governador Beto Richa (PSDB) anunciou o repasse de R$ 3 milhões de recursos estaduais para os 28 municípios afetados
* O município recebeu cestas básicas, kits de limpeza e colchões do Ministério da Integração, além da liberação do FGTS e do adiantamento das parcelas do Bolsa Família





