'Um fenômeno isolado', diz meteorologista
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quarta-feira, 05 de janeiro de 2005
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba- O meteorologista Itamar Moreira, do Instituto Tecnológico Simepar, afirma que as regiões Centro e Sul do Brasil têm as características climáticas mais propensas do País para a formação de tornados. ''São as regiões de maior instabilidade climática, mais contrastes de temperatura e as mais atingidas por frentes frias, o que as torna mais propícias'', diz. Isso não significa que o que aconteceu em Criciúma possa motivar novas ocorrências. ''É um fenômeno isolado'', ressalta.
Moreira explica que o tornado é resultado de uma combinação de ventos em diferentes direções que ocorrem em várias camadas da atmosfera e que, em certo momento começam a girar, formando a figura de uma nuvem negra em forma de cone invertido. Isso ocorre em função de variações muito grandes de temperatura, pressão e umidade, causando uma perturbação da atmosfera.
A Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec) enviou na segunda-feira à Defesa Civil do Paraná e de Santa Catarina, um alerta sobre a possibilidade de chuva forte, raios e ventos de até 60 quilômetros nos dois estados até hoje. Mas a previsão, segundo o Instituto Tecnológico Simepar, é que a partir de hoje o sol já começa a aparecer em algumas regiões, voltando gradativamente em todo estado até o final de semana (ver texto na página).
A Central RBS de Meteorologia, do Rio Grande do Sul, por sua vez, alerta que o período de atenção deve se estender até amanhã. De acordo com o meteorologista Glauco Freitas, há registro de um centro de baixa pressão em Santa Catarina, o que deixa o tempo instável e com chuva. Os tornados, explica, ocorrem exatamente na área periférica desse centro, o que engloba o território gaúcho. Segundo a Central, a região mais afetada seria entre as cidades de Erechim a Torres.
Mas os tornados não têm nada a ver com os furacões que constantemente ocorrem na região do Caribe. Segundo Moreira, os furacões ocorrem em determinadas regiões, e sempre se formam no mar, podendo ou não progredir em direção à terra. O ciclone também pode se formar no oceano, sendo chamado, neste caso, de tromba d'água.


