Um em cada sete possui alergia respiratória
Curitiba - A incidência de pessoas com algum tipo de alergia respiratória é grande. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma em cada sete pessoas tem o problema. No Brasil, a alta incidência de rinite, sinusite, asma e bronquite fez com que o Ministério da Saúde, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), passasse a priorizar o seu tratamento. Foram criadas uma Política Nacional de Atenção Integral a Pessoas com Doenças Respiratórias e uma Linha de Conduta em Atenção Básica da Asma e Rinite.
Com isso, hoje essas doenças são tratadas nas unidades básicas de saúde, e o SUS fornece medicamentos gratuitamente.
Segundo o Ministério de Saúde, a mesma linha de conduta para as duas doenças justifica-se pelo fato de que elas estão intimamente associadas. Estima-se que 70% das pessoas que têm asma também são portadoras de rinite. Isoladamente, de 10% a 20% da população têm asma, e de 10 a 25%, rinite. Ainda que elas sejam causadas por um conjunto de fatores genéticos e ambientais, sabe-se que o tratamento da rinite favorece o controle da asma.
O problema é que essas doenças alérgicas, muitas vezes, não recebem o tratamento necessário por serem confundidas com gripes e resfriados. Em 2004, a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 367.036 internações por asma, com custo de R$ 123,3 milhões. Alguns desses internamentos, talvez, pudessem ser evitados já que a rinite não leva à internação.
A alergia mais comum é a rinite que, se maltratada, acaba ocasionando a sinusite. (M.G.)





