UM DIA PELA PAZ
Mais de duas mil pessoas se reuniram na Praça da Sé, região central de São Paulo, em manifestação pela paz que começou com ato ecumênico, às 18 horas. Às 19 horas as velas brancas foram acesas. A programação do evento começou às 9 horas com confecções de murais, apresentações de teatro, música, circo e oficinas de artistas plásticos e de caricaturas.
Os murais com retratos de policiais e outras vítimas da
violência estão expostos no centro da praça, que conta ainda com cartazes e faixas. Representantes de grupos de capoeira, de torcidas organizadas do Corinthians, de escolas das comunidades carentes de São Paulo e outros grupos participam da mobilização.
A marcha contra a violência ganhou aliados importantes em Brasília, entre eles os ministro da Justiça, José Gregori, e do Meio Ambiente, Sarney Fillho. O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Paulo Costa Leite, foi outro que aderiu à campanha. Além ir vestido de branco ao trabalho, Sarney expediu circular determinando a adesão dos funcionários do ministério a movimento Basta! Eu Quero Paz.
Cerca de cinco mil estudantes participaram do movimento em Maceió realizando um protesto contra a violência e a impunidade em Alagoas. Em Fortaleza foram distribuídos botões de rosa e laços brancos. A chuva não tirou o brilho do ato pela paz em Recife. Muitas bandeiras, faixas, uma grande pomba simbolizando a paz, maracatu, crianças com balões, painel com fotos de vítimas da violência e ato ecumênico marcaram o ato.
Os organizadores do movimento consideraram excelente a mobilização. Marlova J. Noleto, da Unesco, disse: É uma prova de que a sociedade quer paz e quer demonstrar seu cansaço em relação à violência.
Ontem, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Reginaldo de Castro, denunciou na Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, que 21 milhões de crianças brasileiras são vítimas da violência e pobreza. Durante palestra que proferiu na União Internacional de Advogados (UIA), ele apelou à comunidade jurídica internacional para que países endividados, como é o caso do Brasil, possam, investir mais na recuperação de crianças e adolescentes vítimas da violência.





