Curitiba- Duas mil crianças participaram ontem de uma passeata no centro de Curitiba com o objetivo de chamar a atenção para a urgência em proteger as florestas e oceanos. Devido a outras manifestações que aconteceram ontem na capital, a passeata das crianças, embaladas ao som do ''Samba pela Vida'', saiu com duas horas de atraso da Praça Osvaldo Cruz em direção à Praça Eufrásio Corrêa. Organizados pelo Greenpeace, os pequenos estavam fantasiados como espécies da fauna e flora.
O desfile foi formado por crianças de 6 a 13 anos, participantes do projeto ECOS (Espaços de Contraturno Socioambiental) da Universidade Livre do Meio Ambiente (Unilivre) em parceria com Prefeitura de Curitiba, além de 400 integrantes da União dos Escoteiros do Brasil e de 27 jovens do programa do Greenpeace ''Kids for Forest'' (Jovens pelas Florestas) programa ainda não implantado no Brasil , dos quais 17 eram de estrangeiros. Ainda atuou como parceira, a ONG Grande Roda de Tambores, que marcou o passo do desfile com uma bateria formada por 40 pessoas, entre adultos e crianças. Também alegrou a passeata ''carnavalesca'' um boneco e uma onça gigante infláveis.
A garotada, que fez uma parada para comer um lanchinho com frutas, pães, frutas, achocolatado e água, se organizou por alas, como numa escola de samba. Puxando o desfile, estava a ala representando os oceanos, com as crianças usando chapéu de golfinho. Na sequência estavam perfilados representantes da biodiversidade: oncinhas, flores, pássaros, tucanos, índios, borboletas, plantas e araucárias. Todas fantasias e máscaras foram confeccionadas com material reciclado nas oficinas do ECOS.
No final do desfile, crianças leram um poema sobre a proteção da biodiversidade, em português e inglês, para a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Elas entregaram um livro gigante com capa de madeira, com pinturas, mensagens e poesias de jovens de dez países. Também foi executado para a ministra o ''Samba pela Vida'', que faz um resgate da cultura brasileira.
''Nós mesmos fizemos nossas fantasias nas oficinas e a gente aprendeu que para a natureza ser conservada é preciso lutar'', disse convicta Thaís Romana, de 11 anos. ''É uma experiência de vida. Estou conhecendo a natureza e aprendendo a conservá-la. Vamos desfilar nas ruas para lembrar as pessoas de que florestas estão sendo devastadas, como a Mata Atlântica, que quase não existe mais'', criticou Stefanny Daiane da Silva, de 11 anos.

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