Rolândia - Fundada em 1934, Rolândia (região metropolitana de Londrina) tem uma característica muito marcante da descendência alemã, mesmo que sua colonização tenha acontecido da união de várias etnias. Prova disso são as festas tradicionais e a presença de grupos folclóricos. Isso sem contar, a imagem de Roland, um herói alemão que lutava por liberdade e justiça, cravada na Praça Matriz como homenagem.
Porém, mais do que festas e homenagens, quem passou por Rolândia neste fim de semana pôde perceber o quanto os descendentes primam em preservar a cultura. Ontem de manhã, eles se reuniram na praça para uma "gincana" tipicamente alemã.
"É o sexto ano que o grupo folclórico Rotkappen realiza o Supertanztreffen. Nosso objetivo é confraternizar com grupos de outros Estados. Durante três dias, promovemos bailes e hoje, são brincadeiras com provas típicas do país", explica Karin Kronenberg, integrante do grupo, que no ano passado comemorou 25 anos de fundação em Rolândia.
Neste ano, a festa reuniu cerca de 160 pessoas, entre elas, do Espírito Santo, São Paulo e Santa Catarina e contou com o incentivo do Fundo Municipal de Cultura. Entre as principais atividades estava a Prova de Traçador, onde duas pessoas dividem uma serra e vence quem cortar o tronco em menor tempo.
"Exige mais técnica do que força", comenta Katharina Walther, que disputou a prova. Ela brinca que costuma treinar em casa nos cuidados do jardim e justifica a participação. "Os alemães gostam de festas, brincadeiras e diversão. Vale lembrar que muitos tiveram que serrar troncos para fundar esta cidade, não é?", brinca.
Outro desafio foi o Arremesso de Tora e a Dança. "Dentro de um balão, tem papéis com passos de dança. Cada um tem que criar uma pequena coreografia com aquele passo", conta Karin. A última prova eram perguntas, com questões sobre a história da Alemanha e Rolândia.
Até para aqueles que não conhecem nada da cultura alemã, a gincana é tão divertida quanto curiosa. "Estava de passagem quando vi esse monte de gente. Resolvi parar e estou adorando, apesar de achar que é bem difícil manobrar esse serrote", comenta o mecânico Gercilo Moura.
Mas engana-se quem pensa que toda essa competição tem um clima de rivalidade. Muito pelo contrário. A ideia é integrar os grupos folclóricos alemães. É lógico que quem se sair melhor, leva para casa um troféu. "É uma forma de cultivar nossa história e integrar os grupos, principalmente de jovens", conta Werner Bruske, coordenador do Grünes Tal, do Espírito Santo, que pela primeira vez veio para o Paraná com 40 componentes.

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