em São Paulo, são para a Copesul, cuja saúde financeira dos ativos garante o pagamento do empréstimo. Esses bancos deixaram claro à Copesul que estão interessados apenas em finananciar a aquisição, ao contrário do BNDES, que entraria como sócio com os outros interessados, por meio da formação de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), para a compra do controle da Copene. As negociações entre Copesul e os bancos são ainda muito incipientes, informam fontes ligadas a esse processo. Isso, porque a modelagem de venda e respectivo preço mínimo dos ativos dos grupos Odebrecht, Mariani e Conepar (que formam o consórcio detendor do controle da Copene), só deverão ser definidos em março ou abril. Assim, o valor do empréstimo que a Copesul busca junto aos bancos e a engenharia do financiamento, que deverão prover inclusive o investimento na expansão da capacidade instalada da Copene, não podem ser definidos.Por Viviane Mottin São Paulo, 25 (AE) - A união entre a Companhia Petroquímica do Sul (Copesul) e o grupo Ultra para a compra do controle da Comapnhia Petroquímica do Nordeste (Copene) não está descartada, informam fontes do setor petroquímico diretamente interessadas na aquisição do controle da Copene. A maior afinidade entre os dois grupos é que as centrais petroquímicas Copesul e Copene fabricam matéria-prima básica (eteno), que o Ultra, por meio de sua controlada Oxiteno, utiliza na fase seguinte da cadeia para a produção de óxido de eteno. A Copene é a central de matérias-primas do pólo petroquímico de Camaçari (BA) e tem capacidade instalada para a produção de 1,2 milhão t/ano de eteno (produto derivado da nafta), insumo básico para a produção de químicos e resinas termoplásticas. O Ultra anunciou esta semana que dispõe de R$ 387 milhões em caixa para futuras aquisições. O valor do caixa da Copesul, embora a empresa ainda não tenha informado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), é estimado em mais de US$ 400 milhões. Somados os recursos financeiros, as duas proponentes se igualariam à Dow Química em disponibilidade de crédito para adquirir o controle da Copene, prescindindo, como a multinacional norteamericana, da intervenção do BNDES no negócio. A assessoria do diretor superintendente da Copesul, Luiz Fernando Cirne Lima, afirma que a empresa continua disputando o controle da Copene, porque é um negócio estratégico para a central de matérias-primas do pólo petroquímico de Triunfo. Caso se juntem, Copene e Copesul terão capacidade instalada para produzir 2,4 milhão t/ano de eteno. Tanto Ultra quanto Copesul e Dow Química, o grupo que comprar a Copene vai ter que expandir a capacidade instalada daquela central para 1,8 milhão de t/ano, a fim de sustentar o crescimento da produção em escala do pólo de Camaçari. Mas, somente no caso da compra da Copene pela Copesul, a aquisição vai configurar um monopólio da produção de eteno no País. Segundo o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), este é um dos pontos que serão analisados, caso a Copesul compre os 55,6% das ações ordinárias (que concedem o controle) da Copene. Outra questão que chama a atenção do Cade é o endividamento de US$ 1 bilhão do grupo Odebrecht, sócio da Copesul, o que o impediria de pleitear novos empréstimos tanto no Brasil quanto no exterior. A assessoria da diretoria da empresa esclarece que, no caso da compra da Copene, quem aporta o capital é a Copesul, e não seus sócios individualmente (Petroquisa, com 15%; Odebrecht, com 27 61% e Ipiranga Petroquímica com 27,61%). As ofertas de financiamento que bancos nacionais e estrangeiros fazem, e o diretor superintendente estava negociando esta semana

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