Últimos grevistas querem discutir proposta 'genérica'
Londrina - Sobre as paralisações nas universidades estaduais, João Carlos Gomes, secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, afirmou que a forma como o governo se manifestou "não foi bem entendida" pela comunidade universitária.
"Temos que tirar uma lição de sempre manter o diálogo. O governo fez a sua parte e atendeu às reivindicações", alegou. Sobre as mudanças que serão feitas nos calendários, ele ressaltou que se trata de prerrogativa de cada instituição. "As universidades que já retornaram da greve já estão com o término do calendário escolar previsto para a véspera do Natal, ou seja, se a paralisação de uma ou outra universidade se estender, há o risco de ultrapassar a data do Natal", alertou.
A diretora de Comunicação do Comando de Greve da UEL, Sílvia Alapanian, afirmou que a maioria dos professores decidiu por manter a paralisação em assembleia porque a proposta do governo teria algumas questões dúbias, como a do Paranaprevidência.
"Nós decidimos que devemos discutir isso ainda em greve. Conversaremos novamente com o governo na segunda-feira para saber por que esses itens estão com uma redação tão genérica", afirmou. Sílvia também apontou que a UEL ainda não recebeu as verbas de custeio: "As pessoas estão inseguras se vão encontrar uma universidade sem água, sem luz e sem papel higiênico". Ela ressaltou que existe uma falta de docentes a ser suprida pela chamada de professores que passaram em concurso, mas que ainda não foram convocados.
O secretário João Carlos Gomes declarou que, por parte de sua pasta, não haverá nenhum tipo de represália contra o Sindiprol/Aduel, sindicato que representa os docentes que mantiveram a greve.
"Quem entrou com pedido de liminar foi a Procuradoria Geral do Estado. De nossa parte o relacionamento é cordial. Não podemos interferir em uma decisão de assembleia. Acreditamos que o governo atendeu às reivindicações e não há motivos para que essa paralisação continue", declarou o secretário. Ele espera que a próxima assembleia, a ser realizada na quarta-feira, decida pela volta ao trabalho. A reportagem não conseguiu contato com representantes da Procuradoria Geral do Estado. (V.O.)





