UFRJ vai testar droga contra síndrome de pânico
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sexta-feira, 01 de junho de 2001
Agência EstadoDo Rio de Janeiro 
O Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) está selecionando pacientes com síndrome do pânico para testar a droga Mirtazapina, já usada no tratamento contra depressão. A substância tem menos efeitos colaterais do que os remédios tradicionais. A Mirtazapina é utilizada no Brasil há seis anos. Ela foi aprovada e considerada eficiente no combate à síndrome do pânico pela Food and Drug Administration (FDA), órgão americano que regula o mercado de remédios e alimentos.
Embora sejam tratados com antidepressivos, os distúrbios do pânico têm sintomas bastante diferentes da depressão: ataque súbito sem fator desencadeante, taquicardia, sudorese, sensação de morte iminente e de sufocamento e cefaléia.
A Mirtazapina é tão eficaz quanto os antidepressivos tradicionais, chamados tricíclicos, que foram os primeiros produzidos, na década de 60, e também os mais modernos, como o Prozac, que entrou no mercado na década de 90 e foi uma grande inovação, disse o médico Guilherme Guitmann, do Instituto de Psquiatria da UFRJ.
A substância tem a vantagem de diminuir a ansiedade do paciente ter menos efeitos colaterais do que os antidepressivos - como diminuição do apetite, insônia, irritabilidade e mal-estar gástrico ou aumento do apetite. Isso se deve ao fato de remédios como o Prozac serem inibidores seletivos da recaptação da serotonina (neurotransmissor que regula o humor da pessoa), enquanto a Mirtazapina atua não só nos receptores de serotonina como nos receptores de noradrenalina, informou Guitmann. A substância está em fase final de testes.


