Rio-O reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Aloísio Teixeira, disse ontem que a instituição continuará estudando no ano que vem uma forma de implementar uma política de cotas, que ficou de fora do vestibular deste ano. Segundo Teixeira, apesar de o Conselho de Ensino e Graduação não ter aprovado a inclusão desse tipo de mecanismo na seleção de alunos, como ele queria já para este ano, o tema continuará em discussão nas unidades da universidade até 2005, quando poderá ser encaminhado ao Conselho Universitário, colegiado máximo da universidade.
''É uma questão extremamente polêmica. A UFRJ tem obrigação de inovar nessa questão. Certamente a política de cotas não resolve a questão da democratização do acesso e temos de pensar formas novas, que signifiquem efetiva democratização'', disse o reitor. Em março, Teixeira rejeitou a criação de cotas para negros, como havia adotado a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), e levou aos colegiados a proposta de reservar uma parcela das vagas para estudantes egressos de escolas públicas, que poderia ser de 20%. A proposta sofreu críticas da comunidade acadêmica, principalmente da direção da Faculdade de Medicina, que declarou que a medida ameaçaria a qualidade do ensino no curso.
O Ministério da Educação elabora um projeto de lei que deve ser enviado ao Congresso ainda este ano sugerindo mudanças no ensino superior. Entre as diretrizes está a reserva de vagas para alunos do sistema público e a criação de cotas étnicas entre eles, de acordo com os dados regionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Folhapress).

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