UFRGS desenvolve pequenas hidrelétricas "inteligentes"
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 1999
Por Liana John 
Campinas, SP, 10 (AE) - Uma das alternativas para o aumento rápido da oferta de energia elétrica no País pode vir do Laboratório de Máquinas Elétricas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS. Lá funciona um modelo experimental de usina "inteligente" para pequenos aproveitamentos hidrelétricos, mais barata e controlada de forma remota, possivelmente até via Internet. O sistema desenvolvido na UFRGS passa agora pelos últimos acertos na automação e será testado em condições reais ainda em 99.
Os pequenos aproveitamentos hidrelétricos são definidos como os inferiores a 1 megawatt (MW) de potência. Com a possibilidade do setor privado participar da produção de energia elétrica, que antes era monopólio estatal, cresce em importância a co-geração (fornecimento de energia do setor privado à rede de concessionárias) e a geração independente (redes elétricas autônomas em localidades isoladas ou para um só complexo industria). As usinas em desenvolvimento no Rio Grande do Sul visam reduzir custos para os investidores independentes, além de facilitar a operação e monitoramento remoto dos geradores.
"Utilizamos, no lugar dos geradores comuns, motores elétricos mais baratos e mais robustos, ou seja, que demandam um investimento inicial menor e são menos dispendiosos na operação e manutenção", explica Aly Flores, coordenador do projeto. A economia em relação aos geradores mais tradicionais ainda será medida, mas certamente é representativa.
As pequenas usinas contam com o controle de computadores capazes de "decidir" se a usina deve ser desligada em caso de sobrecarga ou reajustada à vazão da água para otimização da produção de energia. Não há necessidade de um operador presente: o controle pode ser feito a partir de um outro computador, ligado à usina através de modem ou mesmo via Internet.
A equipe da UFRGS conta com quatro estudantes de iniciação científica e mestrado, além do pesquisador Aly Flores. O financiamento, de cerca de 120 mil reais, é da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul, Fapergs (http://www.fapergs.br). A primeira parte do trabalho , a montagem do protótipo, já foi concluída e a segunda parte, avaliação do sistema em condições operacionais, deve se estender até o final do ano.
Maiores informações com Aly Flores através do endereço eletrônico [email protected] ou do telefone (051) 3163498.


