UFPR traça mapa da pobreza em Curitiba
PUBLICAÇÃO
sábado, 14 de junho de 1997
Dary Júnior 
Curitiba
Curitiba já tem um mapa da pobreza que existe na cidade. Estudo feito pela Coordenadoria dos Movimentos Sociais da Universidade Federal do Paraná (UFPR) mostra que 12,88% das famílias da capital - quase 160 mil pessoas - vivem com até um salário mínimo. Detalhe: a pesquisa tomou como base os dados do censo de 1991. Podem chamar o trabalho de defasado, mas o importante é que agora temos como fazer comparações e avaliar as políticas públicas, ressalva a professora Milena Martinez, que dirigiu o trabalho.
O estudo foi feito a pedido do Conselho Municipal de Assistência Social. Isso demonstra que a sociedade começa a se dar conta da situação a ser monitorada de agora em diante, constata Milena. A presidenta da Fundação de Assistência Social (FAS), primeira-dama Marina Taniguchi, destaca a importância do mapa da pobreza com uma posição defensiva. Os números nos ajudam a definir onde e como atuar, embora o esforço da prefeitura para melhorar a vida do cidadão muitas vezes não seja medido pelas estatísticas, diz.
A pesquisa da Coordenadoria de Movimentos Sociais da UFPR é resultado de uma parceria com os Institutos de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) e Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). Foram utilizados os mesmos indicadores do Banco Mundial e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) nesse tipo de amostragem. Os técnicos analisaram a condição social do morador e da moradia para detectar os sinais de pobreza. Serviços como saúde, transporte e educação também entraram no levantamento.
O levantamento da UFPR mostra que a qualidade de vida piora à medida que se afasta do centro de Curitiba. A periferia concentra o maior grau de pobreza, principalmente a zona sul da cidade. Conheça mais detalhes do estudo, obtido com exclusividade pela Folha, na página 2 deste caderno.


