Curitiba
Curitiba já tem um mapa da pobreza que existe na cidade. Estudo feito pela Coordenadoria dos Movimentos Sociais da Universidade Federal do Paraná (UFPR) mostra que 12,88% das famílias da capital - quase 160 mil pessoas - vivem com até um salário mínimo. Detalhe: a pesquisa tomou como base os dados do censo de 1991. ‘‘Podem chamar o trabalho de defasado, mas o importante é que agora temos como fazer comparações e avaliar as políticas públicas’’, ressalva a professora Milena Martinez, que dirigiu o trabalho.
O estudo foi feito a pedido do Conselho Municipal de Assistência Social. ‘‘Isso demonstra que a sociedade começa a se dar conta da situação a ser monitorada de agora em diante’’, constata Milena. A presidenta da Fundação de Assistência Social (FAS), primeira-dama Marina Taniguchi, destaca a importância do mapa da pobreza com uma posição defensiva. ‘‘Os números nos ajudam a definir onde e como atuar, embora o esforço da prefeitura para melhorar a vida do cidadão muitas vezes não seja medido pelas estatísticas’’, diz.
A pesquisa da Coordenadoria de Movimentos Sociais da UFPR é resultado de uma parceria com os Institutos de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) e Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). Foram utilizados os mesmos indicadores do Banco Mundial e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) nesse tipo de amostragem. Os técnicos analisaram a condição social do morador e da moradia para detectar os sinais de pobreza. Serviços como saúde, transporte e educação também entraram no levantamento.
O levantamento da UFPR mostra que a qualidade de vida piora à medida que se afasta do centro de Curitiba. A periferia concentra o maior grau de pobreza, principalmente a zona sul da cidade. Conheça mais detalhes do estudo, obtido com exclusividade pela Folha, na página 2 deste caderno.

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