Curitiba - A Universidade Federal do Paraná (UFPR) pediu ontem à Justiça do Trabalho a extinção da decisão de demitir cerca de 900 funcionários do Hospital de Clínicas (HC). A universidade tenta impedir que o hospital fique sem servidores, já que o Ministério da Educação (MEC) ainda não deu uma alternativa à instituição, que não aderiu à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), criada para gerir o pessoal nos hospitais das universidades federais.
Em março, a Justiça determinou que 298 servidores da Fundação da UFPR (Funpar) que trabalham no HC sejam demitidos num prazo de 90 dias, a contar da decisão. Os demais (cerca de 700) deveriam ser demitidos gradativamente. Isso atenderia um acordo de 2007, para que no HC trabalhassem apenas com concursados.
O reitor Zaki Akel Sobrinho disse à Justiça que a UFPR já atendeu à determinação. Desde 2007, quando eram 1.390 funcionários no HC, foram 469 demissões, o que resultou nos atuais 921 servidores. "Entendemos que já cumprimos a parte que cabe à universidade", diz o reitor sobre o desligamento determinado pelo juízo.
Quanto ao restante dos funcionários que também precisariam ser desligados, o reitor solicitou à Justiça a criação de um quadro funcional de extinção no HC, para que eles só saiam com a aposentadoria. O caso ainda será analisado pela Justiça.
A respeito das novas contratações, o reitor disse que a UFPR está em conversa com o MEC para encontrar uma alternativa. Procurado, o MEC disse que a questão de contratações é responsabilidade da EBSERH que, por sua vez, informou que só atende solicitações de universidades que aderiram à empresa. Contatado novamente, o MEC disse que verificaria a questão, mas não deu retorno até o fechamento da edição.

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