UFPR muda sistema de cotas para cumprir lei
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quinta-feira, 08 de novembro de 2012
Rodrigo Batista <br> Equipe Bonde 
Curitiba - A Universidade Federal do Paraná (UFPR) vai fazer uma manobra para se adaptar ao sistema de cotas instituído pela Lei nº 12.711, de agosto de 2012, que determina 50% das vagas dos vestibulares para cotistas. A instituição vai adotar para o vestibular deste ano uma divisão das vagas em dois grupos de cotas: 12,5% das vagas de acordo com a lei federal e os outros 87,5% seguindo o sistema que já é adotado pela UFPR desde 2004 para cotistas.
O anúncio foi feito em entrevista coletiva concedida na tarde de ontem em Curitiba. O reitor Zaki Akel Sobrinho e o diretor do Núcleo de Concursos da UFPR, professor Raul von der Heyde, explicaram que, para cada curso no vestibular 2013, os candidatos aprovados para a segunda fase poderão escolher de qual forma vão concorrer no processo seletivo - se pelas cotas da lei federal ou do sistema da universidade.
De acordo com o reitor da UFPR, para este vestibular não haverá mudanças na quantidade de vagas para a concorrência geral, o que deve mudar nos próximos anos. ''A lei determina 50% para as cotas, então até que a universidade se adapte, o número de vagas da concorrência geral vai diminuir (de 60% para 50%)''.
A mudança - dentro de cada grupo ficará dividida a concorrência de acordo com as cotas de cada regulamento. No caso do curso de medicina, que tem 158 vagas, 20 (12,5%) vão se adequar a Lei Federal - estudantes que cursaram integralmente os três anos do ensino médio em escolas públicas. Dentro destas, 50% (ou 10 vagas) ficam para cotistas com renda per capita de até 1,5 salário-mínimo. Outros 50% para aqueles com renda acima deste valor.
Nestas dez vagas de cada uma das divisões, será ainda subdividida em 31% (ou 4 vagas) para candidatos que se auto declarem pretos, pardos e indígenas as outras seis vagas para os estudantes da concorrência geral. Os 31% representam o percentual da população do Paraná que, segundo o Censo 2010 do IBGE, é composta por pretos, pardos e indígenas.
Já no caso da concorrência pelo sistema de cotas da UFPR, os 87,5%, que no caso de medicina significam 138 de vagas, ficam divididos da mesma forma que era nos vestibulares desde 2004, quanto o sistema foi adotado: 20% para cotistas raciais (pretos ou pardos) e outros 20% para estudantes de escola pública (que tenham cursado o ensino fundamental e médio em instituições do Estado).
Segundo von der Heyde, após a divulgação dos aprovados para a segunda fase, o sistema do Núcleo de Concursos será aberto para os aprovados escolherem como vão concorrer. ''Isso é uma questão absolutamente pessoal. Se estiver concorrendo nas cotas da UFPR e quiser mudar para as cotas da lei, pode fazer.'' Os estudantes que não conseguiram concorrer para as vagas da UFPR porque fizeram apenas o ensino médio em escola pública poderão concorrer nas cotas da legislação federal.


