Pesquisadores do Laboratório de Patologia Básica da Universidade Federal do Paraná (UFPR) descobriram dois genes que, quando alterados simultaneamente no câncer de mama, podem indicar a presença de metástases. De 69 tumores de mama estudados, 17 pacientes morreram algum tempo após o diagnostico inicial. Desses 17 pacientes que morreram, 15 apresentavam a alteração nesses genes. ''Estes resultados poderão ser utilizados como uma marcação molecular da presença de metástases em pacientes com câncer de mama'', explicou a professora Giseli Klassen, coordenadora do trabalho.
A pesquisa é fruto de uma tese de mestrado de autoria de Edneia Ramos. O grupo coordenado por Giseli busca caracterizar geneticamente tumores de brasileiras e inclui também pesquisadores do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer e da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos. O trabalho analisou linhagens celulares do banco de células do Instituto Ludwig e amostras congeladas de tumores de pacientes do Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Publicada na revista Britanica BMC Câncer, em janeiro deste ano, vem sendo altamente acessada pela comunidade científica. Até o início de junho foram 1.199 acessos.
Os estudos prosseguem para continuar confirmando os resultados em mais amostras para que resultados conclusivos sejam reconfirmados. ''Para isso nessa etapa contamos com o apoio dos médicos que precisam encaminhar as pacientes para os exames de acompanhamento após o diagnostico do câncer'', conclui.

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