São Paulo, 19 (AE) - Raios X e baterias de chumbo aparentemente estão em campos absolutamente díspares da ciência. Mas foi justamente com uma técnica de difração dos raios X, que permite a análise da estrutura geométrica dos átomos na placa positiva das baterias, que os pesquisadores Flamarion Diniz, Benício de Barros e a doutoranda Lucila Ester Borges, da Universidade Federal de Pernambuco, UFPE, conseguiram melhorar o desempenho e a durabilidade das baterias.
A pesquisa foi objeto da tese de doutorado de Lucila, defendida dia 14 de abril, em Recife. Analisando a composição das baterias, ela conseguiu otimizar seu processo de formação, que é uma das etapas cruciais da fabricação e corresponde à primeira carga elétrica recebida pela bateria.
"De imediato, esta otimização resultou numa economia de 20% no consumo de energia elétrica utilizada nesta etapa, passando dos usuais 38 ampres por hora de carga para 31 ampres/hora", explica Flamarion Diniz. A pesquisa prossegue agora com o objetivo de analisar o tamanho dos cristais e seu impacto na durabilidade das baterias.
Os resultados da pesquisa feita na UFPE já foram incorporados na Acumuladora Moura S.A., empresa que mantém convênio com o Laboratório de Eletroquímica da universidade desde 1992 e que investiu cerca de 100 mil reais nos estudos, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico, PADCT, do Ministério da Ciência e Tecnologia.
Maiores informações no site da UFPE (http://www.pdfex.ufpe.br/labeletr), do PADCT (http://www.mct.gov.br/prog/padct/Default.htm) ou pelo email Flamarion Diniz ([email protected]).

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