Rio, 30 (AE) - O reitor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Antônio Celso Pereira, decidiu punir os alunos que se responsabilizaram por uma festa ocorrida na noite quarta-feira, proibida pela reitoria por causa do trote violento ocorrido pela manhã. A estudante de comunicação Luciana Gomes de Araújo, do Diretório Central dos Estudantes, e o aluno de engenharia Flávio Moreiro de Oliveira, do Diretório Acadêmico foram suspensos por dez dias, a partir de segunda-feira (03).
Em carta à reitoria, no dia da festa, Luciana afirmava que "o DCE assume a total responsabilidade pelo descumprimento da ordem baixada pelo reitor, sem nenhuma discussão com os alunos". Em nota, a reitoria explica que "agiu no interesse da segurança de seus alunos e de seu patrimônio, por temer que a violência ocorrida durante o dia tivesse desdobramentos na festa noturna".
O trote dos alunos de Engenharia, na manhã de quarta-feira, terminou em confusão e pancadaria. Salas da universidade foram destruídas e pelo menos seis alunos ficaram feridos. Uma comissão foi instaurada para investigar o caso e punir os responsáveis pelo excesso em até 30 dias. "A punição será exemplar, podendo chegar à expulsão", prometeu o reitor, que vai propor ao conselho universitário a proibição do trote na UERJ. Denúncias - A comissão de sindicância tomou conhecimento ontem de um site na Internet, em que os alunos de Engenharia defendem o trote como forma de dar "boas vindas a um novo mundo bem mais amplo e também de integrar o calouro à faculdade". Nas fotos divulgadas no site (www.geocities.com/augusta/5840), dezenas de calouros com os corpos pintados se arrastam no chão ou são cobertos por grama.
Alunos envolvidos no trote começaram a ser ouvidos hoje pela comissão. Um calouro de Engenharia, que denunciou os maus-tratos sofridos na manhã de quarta-feira em carta à universidade, também prestará depoimento. O aluno, recém-operado
foi obrigado a rolar no chão e, ao se recusar a participar da brincadeira, foi chutado na perna, local em que sofreu a cirurgia. "Quero ressaltar que, antes do trote, dirigi-me ao responsável e disse-lhe que estava operado, não sendo liberado"
escreveu o aluno.

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