Rio- O Laboratório de Atividade Física e Promoção da Saúde (Labsau) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) está fazendo uma pesquisa com idosos para comprovar se a musculação aliada à ingestão de suplemento nutricional à base de zinco, magnésio e vitamina B6 resulta em ganho significativo de massa muscular. Um outro estudo, com 19 velhinhas que só fizeram musculação, duas vezes por semana, mostrou que houve aumento de 60% na força dos músculos.
Quatro pessoas estão participando do novo projeto, que terá duração de 6 meses. Depois de passarem por um teste de esforço, os voluntários, que têm entre 50 e 70 anos, são submetidos a sessões de exercícios para os tríceps e peitoral (supino reto) e as partes anterior e posterior das coxas, além dos glúteos (leg press), também duas vezes por semana.
Um grupo toma o composto e outro, placebo. Com isso, as pesquisadoras Úrsula Veloso, do Labsau, e Simone Biesek, do Instituto de Endocrinologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), querem atestar que as substâncias são mesmo capazes de ajudar no aumento da força dos músculos. A prática da musculação já se provou eficiente, mesmo em pessoas que já sofreram com a perda natural decorrente da idade avançada.
No estudo só com mulheres realizado pelo Labsau durante um ano, houve ganho de 83,7% de força nos braços e 80,9% nas pernas. Isso significa que as idosas que, no início do ciclo, não aguentavam levantar muito peso, ao final já podiam ser consideradas boas malhadoras.
Foi o caso de Fany Hurodich, de 66 anos, farmacêutica aposentada. Ela hoje se sente mais forte e com mais disposição do que há 20 anos. ''Moro no 3º andar de um prédio sem elevador e tinha dificuldade de subir as escadas'', conta. ''Hoje aumentei minha capacidade cardiorespiratória, tenho mais confiança, autonomia, firmeza e equilíbrio.''

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