Maringá - A Universidade Estadual de Maringá (UEM) definiu que usará um sistema de cotas sociais para o vestibular de 2008. No entanto, ainda não se sabe quem poderá usufruir dessas cotas e qual a porcentagem de vagas que será destinada para esses alunos. A proposta foi aprovada ontem, depois de uma reunião que durou mais de três horas e teve um clima tenso em alguns momentos.
Inicialmente, as cotas teriam cunho racial. Porém, os membros do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) votaram pelas cotas sociais porque acharam que a proposta atenderia um número maior de estudantes e seria mais democrática. Isso gerou discussão entre os participantes. O vice-reitor da UEM, Mário Luiz Neves Azevedo, lembra que a proposta vem sendo debatida desde 2005 e agora a universidade chegou a um consenso.
Mesmo com a definição das cotas sociais, a UEM ainda não definiu um prazo para implantação do sistema e nem como ele será feito. ''Agora vamos esperar uma proposta que será elaboradora por membros do Cepe e da comunidade. A única certeza é que será aprovada ainda esse ano'', informa. A proposta não tem dada para ser entregue, mas Azevedo acredita a reitoria deverá colocar uma data limite para aprovação.
Segundo o vice-reitor, o sistema de cotas deverá privilegiar alunos de escolas públicas e de baixa renda. Hoje, existem diferenças significativas em diversos cursos. Alguns deles, os noturnos principalmente, têm alunos vindos de escolas públicos, mas na grande maioria o que predomina são alunos de colégios particulares.

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