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m de leitura Atualizado em 27/01/2022, 18:52

UEM terá laboratório que poderá desenvolver vacinas contra Covid-19

Unidade servirá para estudos com agentes patogênicos altamente contaminantes e de elevado risco biológico

PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Reportagem local
AUTOR autor do artigo

Foto: UEM/Divulgação
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Maringá - O reitor da UEM (Universidade Estadual de Maringá), Julio César Damasceno, assinou nesta quinta-feira (27) a ordem de serviço para o início da implantação do Laboratório de Nível de Biossegurança 3 (NB-3), o primeiro com esta classe no Interior do Paraná. 

O novo laboratório deverá ficar pronto e entrar em funcionamento ainda neste ano O novo laboratório deverá ficar pronto e entrar em funcionamento ainda neste ano
O novo laboratório deverá ficar pronto e entrar em funcionamento ainda neste ano |  Foto: UEM/Divulgação
 

O local servirá para pesquisas com agentes patogênicos altamente contaminantes e de elevado risco biológico, o que poderá trazer desenvolvimento de vacinas e medicamentos para Covid-19, dengue, zika, chikungunya e tantas outras doenças causadas por vírus, bactérias, fungos e protozoários. 

O NB-3 será instalado no Bloco T-27 da Central de Tecnologia em Saúde da UEM, no campus-sede, em Maringá. O investimento de R$ 2.525.765 vem por parte da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos). O prédio deverá ficar pronto e entrar em funcionamento ainda neste ano e servirá para pesquisadores tanto da UEM quanto externos. 

“O avanço na ciência será enorme, beneficiando o crescimento científico em prol da população”, diz a diretora de Pós-Graduação da UEM, Marcia Edilaine Lopes Consolaro. 

Segundo a cientista da área da Saúde, o NB-3 terá duas áreas, uma destinada a pesquisas in vitro e outra para in vivo, o que propiciará estudos de ponta nas áreas biotecnológica e da saúde. 

A professora Tania Ueda Nakamura, professora do Departamento de Ciências Básicas da Saúde (DBS) e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas (PCF) da UEM, afirma que o laboratório vai permitir a realização de várias pesquisas. "Principalmente com microrganismos, os quais poderão ser isolados e cultivados”, afirma. Ela é farmacêutica e bioquímica, uma das mais respeitadas pesquisadoras do Brasil. 

Futuros imunizantes e fármacos que venham a ser desenvolvidos não poderiam ser concebidos em outros tipos de laboratório, porque seriam inadequados para a manipulação de microrganismos e para a segurança dos profissionais. 

“Com uma estrutura como essa do NB-3, agora se torna possível o estudo de agentes infecciosos, o que vai nos ajudar a resolver vários problemas de saúde pública e saúde animal”, destaca Luiz Fernando Cótica, pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da universidade. 

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