A Universidade Estadual de Maringá (UEM) está com 40 obras paralisadas, sendo pelo menos 20 de grande porte. Os dados levantados por meio de uma vistoria da Comissão de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior da Assembleia Legislativa do Paraná (AL), feita no início da semana, apontam que seriam necessários investimentos de R$ 150 milhões para solucionar as deficiências de infraestrutura.
Algumas das obras se arrastam por quase uma década. "Temos 20 obras contratadas, aguardando recursos, mais outras 20 sem qualquer perspectiva de retomada", disse o reitor Mauro Luciano Baesso. São prédios de salas de aula, laboratórios, centro de convenções e restaurante universitário que deveriam atender atividades acadêmicas e a comunidade. Além do Campus Sede, há obras inacabadas nos campi de Goioerê (ala didática), Ivaiporã (didática e refeitório) e Umuarama (bloco do refeitório).
A comissão da AL foi representada pelos deputados Tercilio Turini (PPS) e Evandro Araújo (PSC) e Cláudio Palozi (PSC). Os dirigentes da UEM pediram apoio aos deputados com documento apontando a falta de recursos humanos e financeiros.
Segundo Turini, as obras paradas são um dos principais problemas da instituição, assim como a necessidade de reposição de servidores técnico-administrativos e a regularização do repasse de recursos de custeio.
Os deputados mencionaram que pretendem apresentar projeto de lei para resgatar a autonomia dos gestores na reposição de servidores e docentes. "Os reitores já tiveram autonomia para repor pessoal nessas condições, mas hoje dependem de decisão do governo", ressaltou o deputado. A próxima visita da Comissão será à Universidade Estadual do Norte Pioneiro (Uenp), em Jacarezinho, no dia 15.
A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) informou que todos os repasses para obras e custeios estão rigorosamente em dia com a UEM. A Seti admitiu atrasos de verbas no primeiro semestre deste ano, por dificuldades com o orçamento, mas informou que os valores já foram repassados. Ainda de acordo com a assessoria, com o dinheiro em caixa, cabe ao gestor definir as prioridades.

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