UEM recicla resíduos de material dentário
De Maringá
O Departamento de Química da Universidade Estadual de Maringá (UEM) está desenvolvendo um projeto de reciclagem de resíduos que já mostra resultados na preservação ambiental. Em parceria com a 15ª Regional de Saúde, o projeto está recolhendo amálgama de dentistas de toda a região. Um dos componentes da amálgama, o mercúrio, causa muitos danos ao solo e ao ar quando expostos. Normalmente, o material, utilizado para obturação dentária, é desprezado no lixo comum pelos dentistas.
A partir do projeto da UEM, todas as secretarias de Saúde da região passaram a orientar os destistas e recolher a amálgama. O material recolhido, explica o professor Jorge Nozaki, coordenador do projeto, são secos e triturados. O pó resultante da operação é colocado em um digestor de aço e submetido a aquecimento a vácuo. Durante a operação, o mercúrio vira vapor e depois se condensa, voltando à forma líquida. O material sai cheio de impurezas e é levado a um destilador a vácuo por três vezes, atingindo índices entre 99,5% a 99,9% de pureza.
O mercúrio praticamente puro, que tem alto valor comercial, é depois utilizado para a montagem de termômetros, manômetros e outros instrumentos de medição. Alguns muito utilizados pela universidade, explica Nozaki. Não é só o mercúrio que é reutilizado. Durante o aquecimento do pó da amálgama, outras substâncias são separadas como o estanho e o óxido de prata, que também são reutilizadas pelo laboratório de Química da UEM. Com a parceria estamos economizando na compra de material e o mais importante, reduzindo a poluição ambiental e os riscos para a saúde humana, comemora Nozaki.





