Londrina - Para o reitor em exercício da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Júlio César Damasceno, a queda de 32 posições não é considerada preocupante. Damasceno disse ter convicção de que a universidade está "andando para frente". "Não é possível que uma universidade piore tanto de um ano para o outro. Temos a certeza dos avanços que conseguimos nos últimos anos", defendeu.
No entanto, o reitor em exercício reconheceu a importância do ranking para a avaliação do ensino superior no mundo e adiantou que os critérios serão analisados. "Nos próximos dias vamos usar o estudo para ver o que pode ser melhorado. Apesar das oscilações que sempre ocorrem, o ranking é uma ferramenta que não pode ser desprezada", admitiu.
Já a assessora de planejamento da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Setti), Nádina Moreno, disse que as oscilações das universidades são normais. "Até a USP tinha perdido a liderança e a retomou este ano. É normal", comentou, referindo-se à Universidade de São Paulo, que desbancou a Pontifícia Universidade Católica do Chile para reassumir a primeira posição.
Ela destacou a colocação de três universidades estaduais entre as 150 melhores da América Latina. "Os resultados são expressivos. Se analisarmos a lista, a grande maioria é formada por universidades federais consolidadas. Estamos no mesmo nível". Nádina informou que todas as universidades deverão fazer a avaliação do ranking nos próximos dias.
A QS classificou as 300 melhores universidades da América Latina de acordo com reputação acadêmica, reputação entre empregadores, proporção de professores para estudantes, citações de artigos científicos, publicações por faculdade, número de professores com doutorado e impacto na internet. (C.F)

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