A Universidade Estadual de Maringá (UEM), abriu licitação para empresas interessadas em explorar a patente do processo de obtenção de um medicamento para a memória, desenvolvido a partir de extratos da pfaffia glomerata, o ‘‘ginseng do Brasil’’. A patente foi desenvolvida pelo professor Luis Carlos Marques, do departamento de Farmácia. Ele é especialista em fitoterápicos e realiza há pelo menos dois anos um trabalho de fiscalização em medicamentos a base de plantas disponíveis no mercado.
Segundo Marques, a empresa que adquirir os direitos sobre a produção do medicamento, pode legalizar a situação e impedir a comercialização de medicamentos irregulares que existem hoje no mercado. ‘‘Os dados da patente podem legalizar a situação irregular de medicamentos com o mesmo princípio comercializados irregularmente’’, explica.
Pelos levantamentos que realizou junto com acadêmicos de Farmácia da UEM, Marques detectou que mais da metade dos fitoterápicos disponíveis no mercado são irregulares.
Ele garante ainda que existe um mercado potencial para o produto a base da ginseng do Brasil, já que se trata de tônico natural que serve para aprendizagem e memória. ‘‘A população de terceira idade, que necessita deste tipo de produto é muito grande no país’’, lembra. O valor mínimo da licitação dos direitos por 20 anos é de R$ 100 mil, bem menor que o custo dos testes realizados pelos laboratórios da instituição.
O valor de aquisição da patente, segundo o professor da UEM, é também muito mais baixo que o investimento necessário para os testes de legalização do produto. Além do valor da patente, o contrato prevê o pagamento de 3% do rendimento bruto das vendas como royalties. O edital está à venda na Diretoria de Material e Patrimônio, no bloco 11, sala 1 do campus de Maringá. O prazo para entrega de propostas vai até o dia 8 de junho, no mesmo local.

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