Alunos, professores e funcionários da UEM (Universidade Estadual de Maringá) e da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná) também realizaram mobilização nesta terça-feira (20) para protestar contra a obrigatoriedade do Meta 4 (sistema para a gestão da folha de pagamento) e em defesa do pagamento do Tide (Tempo Integral e Dedicação Exclusiva) aos docentes. Em Maringá, o grupo se reuniu pela manhã no Restaurante Universitário, onde foram realizadas assembleias. Houve panfletagem em frente ao campus e mobilização também durante a tarde.

Segundo o presidente da Sesduem (Seção Sindical dos Docentes da UEM), Edmilson Aparecido da Silva, mais de 200 pessoas participaram das atividades. "É um ato de resistência aos ataques do governo do Estado. O que a gente acredita é que, com isso, o governo possa abrir um canal de comunicação e negociação. A perda da autonomia universitária pode refletir na continuidade ou não de várias atividades como pesquisa e extensão", afirmou.
Na Unioeste, a comunidade acadêmica participou de uma reunião com representantes do conselho da universidade. O encontro foi aberto à população. "Discutimos a autonomia universitária para esclarecer dúvidas dos trabalhadores e dos estudantes. É um momento importante de debate. O que está em jogo mesmo é a defesa da universidade pública, gratuita e com autonomia", explicou Gracy Kelly Bourscheid, presidente do Sinteoeste (Sindicato dos Trabalhadores em Ensino Superior do Oeste do Paraná).

Os conselhos da UEL, da UEM e da Unioeste decidiram não enviar documentos ao governo para a adesão ao Meta 4. UEPG e Unicentro já encaminharam os arquivos solicitados. Uenp e Unespar foram criadas com o novo sistema.

A assessoria do TCE-PR (Tribunal de Contas do Estado) reforçou que "a não adesão das universidades ao sistema Meta 4 é passível de desaprovação das contas". O tribunal deve iniciar em breve uma auditoria em todas as universidades estaduais.

Segundo a assessoria do governo do Estado, o chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni, lamentou a paralisação nas universidades e reafirmou que o governo manterá o bloqueio de recursos para as universidades que ainda não fazem parte do sistema Meta 4. Os valores seriam destinados aos gastos com viagens e compras de materiais para as instituições.(V.C.)

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