UEM e indústria desenvolvem novo remédio
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quarta-feira, 06 de agosto de 2003
Lucinéia Parra<br> Equipe da Folha 
Maringá A parceria entre universidade pública e empresa pode dar certo e obter resultados satisfatórios para ambas as partes. É o que garante o professor Luiz Carlos Marques, do departamento de Farmácia e Farmacologia da Universidade Estadual de Maringá (UEM), que desenvolveu uma pesquisa sobre o uso do produto Propovit plus, spray a base de mel e própolis, produzido pela indústria farmacêutica Bionatus Laboratório Botânico. O estudo realizado desde 2000 com animais, provou que o produto age como anti-inflamatório e tem baixa toxicidade, podendo ser usado de forma tópica com doses diárias.
Com o resultado da pesquisa em animais, Marques prepara testes para comprovar a eficácia do produto em seres humanos. O professor também está concluindo um dossiê e deve entrar, na próxima semana, com pedido de patente do Propovit plus. Conforme o professor, o produto tem inscrição junto ao Ministério da Agricultura e é comercializado em todo País, assim como vários outros similares. A diferença é que a UEM vai continuar a pesquisa para requerer a inscrição junto ao Ministério da Saúde.
Com isso, o Propovit plus será o único do gênero autorizado pelo Ministério da Saúde para comercialização. Além disso, segundo Marques, o próprio Ministério da Agricultura deve começar a exigir pareceres científicos comprovando a eficácia de todos os produtos do gênero hoje comercializados no País. Mais uma vez, o Propovit plus será o único em condições para atender esta exigência.
A possibilidade de patenteamento é uma das cláusulas do termo de cooperação entre a UEM e a Bionatus, que tem sede em São José do Rio Preto (SP). Conforme Marques, a partir do patenteamento, a UEM passa a ter direito a 3% de toda comercialização bruta do Propovit plus.


