UEM adota medidas contra remédio com problemas
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quarta-feira, 11 de agosto de 2004
Reportagem Local 
O reitor da Universidade Estadual de Maringá, Gilberto Pavanelli, e a coordenadora do Laboratório de Ensino, Pesquisa e Extensão em Medicamentos e Cosméticos (Lepemc), Elza Kimura, informam que foram adotadas todas as medidas necessárias em relação aos três lotes do medicamento Captopril que apresentaram problemas, que representam 20% do produzido no último trimestre do ano passado. São eles nº 030803, 031201 e 031204. ''A UEM recolheu todos eles, tão logo tomou conhecimento do fato, e realizou estudo e a reanálise dos produtos de referência armazenado em nosso laboratório'', disse a coordenadorar. Após investigar as prováveis falhas foi detectado que o papel da embalagem (papel Kraft com filme de polietileno) não estava oferecendo a proteção adequada ao produto, favorecendo a decomposição do disulfeto de Captopril.
A UEM vai disponibilizar às prefeituras e ao Ministério da Saúde (MS) nova remessa. A Universidade foi além do que foi determinado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e recolherá também os outros lotes do medicamento para análise.
A Anvisa detectou alteração no cheiro e no teor do princípio ativo do produto. Kimura salienta que esse fato ocorreu em razão da embalagem, pois todos os lotes saíram da Instituição dentro das especificações exigidas, tanto em relação ao princípio ativo como na sua formulação e apresentação. Os lotes podem ter apresentado alteração pela exposição à umidade, provocando aumento da degradação e diminuição do princípio ativo. Mas os técnicos do Lepemc apontam que não há o risco de alguém ter ingerido o medicamento nessas condições, pois ele foi recolhido a tempo.
Além do recolhimento dos lotes, a UEM ainda está solicitando à Anvisa a alteração da embalagem de papel e polietileno para o de alumínio e de excipiente (são os outros componentes que vão junto com o princípio ativo e auxiliam na formação do comprimido), bem como realizando o recall para recolher os outros lotes em embalagem de papel.
A farmacêutica-técnica Sóstenes Valentini está em Brasília repassando todas as informações necessárias para o esclarecimento dessa questão à Anvisa e ao Ministério da Saúde.
Em dez anos de funcionamento, esta é a foi a única vez em que um produto do Lepemc apresentou uma alteração.


