Imagem ilustrativa da imagem UEL vai investigar surto de toxoplasmose em cidade gaúcha
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O Laboratório de Saúde Pública e Zoonoses da UEL (Universidade Estadual de Londrina) vai investigar o surto de toxoplasmose na cidade de Santa Maria (RS). De acordo com último boletim da Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul, 51 casos da doença já foram confirmados pelo Laboratório Central do Estado (Lacen), dos quais sete são gestantes, que inspiram maiores cuidados por causa do risco de transmissão ao feto. A toxoplasmose é provocada por um protozoário encontrado nas fezes de gatos.

O coordenador do laboratório, Italmar Teodorico Navarro, lembrou que a UEL é uma referência nacional na investigação dos casos de toxoplasmose, giardias e outras doenças com análises ambientais de solo, água e alimentos em geral. Com o fechamento do laboratório da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) em 2017, a UEL passou a ser ainda mais acionada para investigar as contaminações em todo o País. "Estamos aguardando a chegada do material coletado no Rio Grande do Sul até a próxima a semana", informou o coordenador, que lembrou de investigações realizadas em Londrina, como nos casos de toxoplasmose registrados no Iapar (Instituto Agronômico do Paraná) e na Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).

A Secretaria de Saúde gaúcha informou que entre os dias 12 e 24 de abril, foram registrados 193 casos suspeitos da doença. "Dos casos confirmados, 90% apresentaram febre e dores no corpo e de cabeça, e 76% tiveram ínguas (inchaço das glândulas linfáticas)", acrescentou.

Além disso, existe a suspeita de um caso de óbito fetal por toxoplasmose. "Os dados ainda são insuficientes para caracterizar um perfil epidêmico da doença, ou seja, a parte da população que tem maior risco de contaminação. Há casos confirmados e notificados em todas as regiões da cidade, totalizando 18 bairros", divulgou a secretaria em nota publicada nesta quarta-feira (25).

SUSPEITA

A contaminação da água é uma das suspeitas que será investigada como causa do surto em Santa Maria. Segundo a Secretaria de Saúde, as coletas estão sendo realizadas na Estação de Tratamento de Água da Corsan (Companhia Riograndense de Saneamento), em caixas d'água das residências de pacientes diagnosticados com toxoplasmose e em uma produção hidropônica de verduras que são comercializadas no município.

"O objetivo é ter uma amostragem da água consumida pela população representando os bairros da cidade e, ainda, verificar a qualidade da água nos reservatórios residenciais dos casos suspeitos e confirmados. Também serão realizadas inspeções sanitárias em todos os reservatórios do município de distribuição de água para verificar pontos de risco (são 29 reservatórios e alguns estão desativados)", explicou.

A previsão da Secretaria de Saúde do RS é que os resultados estejam disponíveis em até 10 dias após a chegada das amostras em Londrina.

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