UEL tem redução de furtos em 2018 em comparação com ano anterior

Neste ano, o suspeito da maioria dos furtos é um estudante de geografia, preso em outubro

Isabela Fleischmann - Grupo Folha
Isabela Fleischmann - Grupo Folha

O número de furtos no campus da UEL (Universidade Estadual de Londrina) caiu em 2018 em relação ao ano de 2017. Dados da Prefeitura do Campus mostram que a quantidade de furtos, furtos qualificados, roubos e tentativas de furtos ou roubos apresentam uma tendência de queda desde 2015. A exceção é 2017. 

 

Vigilância do campus da UEL é feita por agentes e câmeras de segurança
Vigilância do campus da UEL é feita por agentes e câmeras de segurança | Marcos Zanutto
 


O diretor de Serviços Gerais da UEL, Daniel Correia, explicou que o furto qualificado é aquele em que há um rompimento de uma barreira, como um arrombamento de porta ou trinca. Para esse tipo de delito, o número aumentou. Foram 15 em 2016, 15 em 2017 e 18 no ano passado. Só neste ano, até outubro, foram 13 furtos qualificados. Oito deles foram praticados por um aluno de geografia, preso pela Polícia Civil no mês passado. Ele segue preso e virou réu pelos furtos na universidade. 



 

“Essa sequência de acontecimentos fez com que a gente montasse um dossiê que acabasse por identificar o aluno de geografia. Ele estudava à noite. Pelo que percebemos nas imagens das câmeras, ele fazia a avaliação dos locais e depois arrombava portas”, disse.  

 

Um setor da Prefeitura do Campus também teria sido arrombado pelo suspeito. Correia explicou que os demais furtos teriam sido cometidos por pessoas de fora da comunidade universitária. “A UEL faz parte da cidade, não estamos imunes a esses problemas”, ponderou. Neste ano, um roubo foi registrado em um ponto de ônibus da universidade.  

 

Yohana Shibukawa trancou o curso de farmácia, mas frequenta o campus da UEL para fazer musculação. Enquanto esperava o ônibus no ponto do CCH (Centro de Ciências Humanas), comentou que nunca passou por qualquer situação de roubo ou furto. O calouro de agronomia André Luiz Bernardes disse que também nunca presenciou qualquer assalto ou furto desde que ingressou na universidade. Maria Vitória Dante, caloura de artes visuais, contou que já ouviu falar de pessoas que foram assaltadas. "Na recepção, fomos alertados para ter cuidado. À noite, fora dos horários de pico, o campus fica muito deserto", apontou. 

 

Em 2015, foram 46 ocorrências na universidade. Cinco de roubo, 15 de furtos simples, 17 de furtos qualificados e 9 de tentativas de furtos ou roubo. No ano seguinte, foram 28 ocorrências: 4 roubos, 4 furtos simples e 17 furtos qualificados, além de 3 tentativas de furto ou roubo.  

 

No ano de 2017 foram 37 ocorrências: 11 roubos, 6 furtos simples, 15 furtos qualificados e 5 tentativas de furto e roubo. Já no ano passado foram 27: 1 roubo, 5 furtos simples e 18 furtos qualificados, além de 3 tentativas de furto ou roubo.   

 

Segundo Correia, a universidade tem pouco mais de cem seguranças, que atuam em quatro turnos. Além dos agentes, são mais de 400 câmeras espalhadas pelo campus. “Temos uma parceria com órgãos de segurança, Polícia Militar e Polícia Civil, além de um sistema de identificação de placas de carros que entram na universidade”, ressaltou.


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